Empresários de flutuantes ampliam pressão contra o Governo

Mais um setor está tentando buscar flexibilização e diálogo com o governador Wilson Lima, após o anúncio da ampliação por mais 30 dias do decreto que mantém suspensas as atividades de alguns segmentos. Os representantes de flutuantes realizaram um ato na manhã desta quarta-feira (28), na sede do governo do Estado.

A Afluta (Associação dos Flutuantes do Rio Tarumã Açu) entidade que representa o setor de flutuantes, se posiciona contra o decreto. De acordo com o presidente da associação Lúcio Bezerra, houve a necessidade desse manifesto, visto que a categoria não teve a chance de participar da reunião entre o governador e outras classes na última terça-feira (27).

“O que a gente entende é que a nossa atividade é totalmente ligada ao turismo. O setor foi retomado e segue todas as recomendações sanitárias e não tem porque ser incluída no decreto. Há trinta dias nós estamos  com as atividades suspensas em cumprimento ao decreto e no nosso entendimento é que existem outras atividades que representam muito mais riscos que estão em funcionamento”.

Ele reitera que os flutuantes podem retomar as atividades seguindo todos os protocolos e que a Afluta tem o seu próprio protocolo. É o que eles pretendem reforçar para o governo que têm condições de trabalhar com segurança. 

A entidade representa  62 flutuantes na capital, mas  Lúcio estima que ao longo de todo área do Tarumã-Açu, existam pelo menos 250 flutuantes e a ideia da associação e de toda comunidade envolvida é tentar de alguma forma ordenar e organizar a atividade pensando no meio ambiente. “A gente precisa de alguma forma preservar a área e explorar de forma consciente. E a entidade nasceu para isso”.

Sobre as aglomerações enormes nesses locais, Lúcio não concorda que exista toda essa concentração porque as pessoas que frequentam são familiares e amigos do mesmo convívio social. “Não somos abertos ao público. Fazemos reservas prévias da mesma forma como funciona por exemplo um hotel. Além disso, a atividade ainda não é regulamentada e muita gente não conhece o que são os flutuantes de locação. É justamente o que nós queremos fazer, tirar essa impressão errada que o flutuante de locação aglomera”. 

Após trinta dias fechados o setor contabiliza perdas e diz que não só os flutuantes, mas também toda  a cadeia produtiva. O transporte fluvial que realiza essa atividade para os flutuantes precisou parar. “Muita gente está sendo prejudicada”.

Representantes de flutuantes fizeram uma pequena manifestação em frente da sede do Governo

Conforme o representante do setor, eles foram recebidos por uma equipe do governo e prometeram um reunião com o Comitê Gestor de Crise do governo e já existe uma pauta pronta para a reivindicação que deve acontecer em 14 dias. “Vamos aguardar para apresentar o nosso protocolo. Expor nossas demandas para que na próxima reunião os flutuantes possam entrar na flexibilização. Queremos que a equipe do governo se sensibilize que a atividade é turística que promove inclusão social, conservação ambiental,  movimenta uma economia considerável a gente não vê motivos para estar paralisados”. 

Ele pontua que existem várias categorias de flutuantes com atividades distintas como de locação, de restaurantes e os tradicionais onde moram os ribeirinhos e isso não foi levado em conta ao restringir as operações com o decreto. 

As reivindicações abrangem todas as categorias mesmo porque as empresas que possuem CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) com atividade principal como restaurantes eles podem funcionar normalmente que é o caso dos flutuantes restaurantes, 

Em relação aos protocolos estabelecidos para reabertura, ele lista alguns; capacidade reduzida de 50%, álcool em gel, protocolos de higienização após a saída de algum grupo, ressaltando que o ambiente é aberto.

A ampliação das medidas por meio do decreto governamental 42.794 de 24 de setembro, prevê reforçar o combate à pandemia do novo coronavírus que tem elevado o número de casos no estado.

Decreto

As ações de prevenção e combate ao novo coronavírus dentro da renovação do decreto até o dia 27 de novembro compreendem, a proibição do  acesso às áreas de praias para recreação; o funcionamento de balneários e flutuantes; o funcionamento de bares, mesmo que na modalidade restaurante. A realização de eventos em casas noturnas, boates, casas de shows e imóveis, destinados à locação, para esta finalidade, tais como casas, sítios, chácaras, associações e clubes.

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