Empresários aprovam Aventura Segura

O Programa Aventura Segura foi criado há três anos, com o objetivo de melhorar a qualidade, a segurança e a competitividade de profissionais e empresas que atuam no Turismo de Aventura. Até agora, 3,8 mil pessoas receberam capacitação, 16 destinos foram estruturados e cem empresas estão em processo de certificação. Além dos números, a avaliação dos empresários participantes também mostra o sucesso do programa.
Vanessa Almeida, por exemplo, é sócia da Nas Alturas. Apelidada de “Nasa” pelos clientes, a empresa está localizada na Chapada Diamantina, em Lençóis (BA). Vanessa e dois amigos eram guias de turismo e decidiram abrir o próprio negócio há cinco anos. No início, eram apenas cinco funcionários. Hoje, a Nasa emprega, direta e indiretamente, cerca de 30 pessoas e recebe aproximadamente 300 pessoas, por mês.
A empresária disse que a existência da Nasa é divida em dois momentos: antes e depois do Aventura Segura. “Minha empresa nasceu de novo depois desse programa. Antes, a gente tinha uma noção do que fazia. Agora, temos certeza do que estamos fazendo. Trabalhamos em cima de normas e padrões”, explicou.
Outro benefício gerado, segundo ela, foi a fidelização do público: “Os clientes saem vendendo o meu produto, é ótimo. Um americano já me disse que não encontrou esse tipo de serviço nem nos Estados Unidos”. A Nas Alturas oferece varias modalidades de aventura – caminhada, escalada, trekking, trilha, dentre outros. As atividades são planejadas de forma personalizada, de acordo com o perfil do cliente. Há passeios para todos os tipos de público.
Já Rafael Ciquella é dono da Rema Rios – Turismo de Aventura, que fica no Vale do Itajaí, em SC. Ele atua no mercado 1997, atuava como condutor e abriu a própria empresa em 2003. O Rafting no rio Itajaí-Açu é a principal atividade da sua empresa, que também oferece cachoeirismo, canionismo, trilhas e passeios de bicicleta.
Ciquella conta que em 2003, o segmento começou a passar por uma forte queda de demanda, que chagava a 20% ao ano. “Perdemos muitos, clientes. Mas o Aventura Segura resgatou esse público, nós vimos uma luz no meio do túnel”, relata. De acordo com o empresário o maior problema era a falta de políticas públicas e parâmetros de segurança e mercado. “O programa fez tudo isso, nós começamos a nos enxergar como uma atividade geradora de renda e emprego”. Atualmente, Turismo de Aventura tem 24 normas técnicas no âmbito da ABNT.
O rio Itajaí-Açu é o melhor rio do Brasil para a prática do esporte, e está entre os 10 melhores do mundo. No entanto, devido às baixas temperaturas de Santa Catarina, a região tem um período de sazonalidade que chega a cinco meses. Apesar disso, a Rema Rios recebe quatro mil pessoas por ano, em média.

Investimentos em aventura

O coordenador geral de Qualificação e Certificação do MTur, Luciano Paixão, lembrou que, por meio do programa, o Ministério do Turismo já investiu R$ 12 milhões no segmento. “O Aventura Segura foi criado porque identificamos a necessidade de organizar o segmento. Ao todo, mobilizamos cerca de quatro mil pessoas, para que as empresas envolvidas possam adquirir a certificação e trabalhar com segurança”, disse.
O Aventura Segura é desenvolvido pelo MTur, em parceria com a Abeta (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura) e o Sebrae.

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