Empresário do comércio em Manaus mais confiante neste fim de ano

O otimismo dos comerciantes de Manaus emendou seu quinto mês seguido de expansão em dezembro, mas seu desempenho ficou abaixo da média nacional. A confiança é maior nas empresas com mais de 50 funcionários e que comercializam bens não duráveis. A conclusão vem da análise dos números da pesquisa do Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio), divulgada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).

O indicador cravou 139 pontos em Manaus e subiu 1,4% no confronto com novembro de 2019 (137,1). Foi o melhor resultado desde março (139,6), coroando a recuperação experimentada desde setembro (133,4), depois dos cinco meses de queda anteriores. Em relação a dezembro do ano passado (131,2), houve crescimento de 6%. No Brasil (125,1), as expansões foram de 1,6% e de 8,4%, respectivamente.

Apurado entre os tomadores de decisão das empresas, o levantamento avalia condições atuais, expectativas de curto prazo e intenções de investimento dos comerciantes. Pontuações abaixo de 100 representam a zona de insatisfação, enquanto acima de 100 e até 200 é considerado de satisfação. A CNC sondou aproximadamente 6.000 empresas de todas as capitais do país – 164 delas, em Manaus.

Todos os subíndices do Icec ficaram na zona de satisfação. Seis dos nove apresentaram elevação em relação ao ano passado, com destaque para “condições atuais do comércio/CAC” (+18,5%) e “condições atuais da economia/CAE” (+17,5%). No confronto com novembro, apenas a “expectativa da economia brasileira/EEB” (-1,1%) e o “Indicador de Contratação de Funcionários/IC” (-0,7%) sofreram recuos, sendo que a maior pontuação veio da “expectativa das empresas comerciais/EEC” (173,6 pontos).

Especificamente sobre a situação atual da economia, a maioria absoluta (53%) dos entrevistados em Manaus considerou que “melhorou um pouco”, sendo que a confiança é mais forte nas empresas com mais de 50 funcionários (58,1%) e que atuam no segmento de bens não duráveis (60,9%). Em torno de 19,1% do total avaliaram que a situação “piorou um pouco”, 15% apontaram que “piorou muito” e 12,9% garantem que “melhorou muito”.

As avaliações do empresariado de Manaus sobre o setor (126,2 pontos) e a respeito de sua empresa (136,5) são bem melhores. Em ambos os casos, a maioria acha que a situação atual “melhorou um pouco” (52,8 e 57,5, respectivamente). Com a diferença de que a satisfação é maior nas empresas menores e atuantes em bens semiduráveis no primeiro caso. Companhias de maior porte e de bens não duráveis, por outro lado, são destaque no segundo.

Empregos e investimentos

As expectativas para a economia brasileira são muito (52,1%) e pouco (42,6%) positivas para a maioria esmagadora dos empresários comerciais de Manaus. A situação é semelhante no que se refere às projeções para o setor (50,4% e 46,3%, respectivamente) e para o desempenho do próprio negócio (54,2% e 43%, na mesma ordem).

O otimismo se reflete em menor grau nas intenções de contratar e investir. Em torno de 59,3% dizem que o contingente deve “aumentar pouco” e 20,9% apostam que vai “aumentar muito”. Para 40,1% das empresas sondadas na capital amazonense, o nível de aportes de capital no próprio negocio deve ser “um pouco maior” e 21,9% arriscam que será um “muito maior”. 

Para o presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Amazonas), Aderson Frota, o período do levantamento da CNC – ocorrido ainda em novembro – impactou em melhores números para bens duráveis e semiduráveis, em detrimento de duráveis, apesar dos cortes na taxa básica de juros. O dirigente considera que os dados apontam para um otimismo crescente, ainda que cauteloso.

“Para o consumidor, a renda não cresceu como esperado, a inadimplência segue alta e o acesso ao crédito, difícil. O empresário ficou mais precavido, depois dos anos de crise. Muitas empresas fecharam, entraram em recuperação judicial, ou estão inadimplentes. Os meses de oscilação da economia, em virtude de problemas políticos, também não ajudaram. Mas, os indicadores estão melhorando e essa percepção é mais forte nas empresas maiores. Tudo aponta para um quadro melhor, em 2020”, ponderou.

Expectativa de crescimento

Em texto distribuído à imprensa pela entidade, a economista responsável pela sondagem da CNC, Catarina Carneiro da Silva, diz que o avanço em nível nacional medido em dezembro coloca o subíndice das condições atuais do comércio em nível acima dos 100 pontos, após seis meses consecutivos abaixo deste patamar. 

“Esse resultado foi influenciado, principalmente, pela situação atual do comércio, que também superou o nível de satisfação. Além da alteração na percepção dos comerciantes em relação ao momento atual da economia e nas suas intenções de investir, ambos em patamar mais favorável a partir desse mês”, explicou.

No mesmo texto, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, observa que os recentes aumentos no volume de vendas do comércio varejista ampliado, medidos pelo IBGE, explicam a melhora na percepção atual do setor em todo o país, e destaca que os resultados favoráveis estão ancorados nas projeções de maior crescimento do PIB em 2020. 

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