Empresário defende queda nas taxas de juros

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, fez na última sexta um apelo pela queda da taxa de juros, como forma de fortalecer a economia do país e recuperar a confiança de consumidores e empresários

O presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, fez na última sexta um apelo pela queda da taxa de juros, como forma de fortalecer a economia do país e recuperar a confiança de consumidores e empresários. “Se o governo brasileiro tem a intenção de trocar a nossa demanda externa por consumo interno, de manter os investimentos, precisa ter coragem de baixar a taxa de juros”, afirmou o empresário durante seminário promovido pelo Lide (Grupo de Líderes Empresariais) e Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade), em São Paulo, sob o tema “O papel da livre iniciativa no combate à crise”.
No evento, no qual também participaram o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Abílio Diniz avaliou que a taxa real de juros pode ser uma arma para ajudar a economia brasileira a minimizar os efeitos da crise financeira internacional. “Temos espaço para isso, sem comprometer as taxas de inflação ou os nossos fundamentos macroeconômicos”, explicou o presidente do Pão de Açúcar.
Diniz também defendeu atitudes por parte do empresariado para minimizar o desemprego no momento de crise. “Das demissões que ocorreram recentemente, quantas são fruto da crise e quantas são ajustes necessários, que seriam feitas com crise ou sem crise?”, questionou. “Precisamos agir de forma a não cortarmos mais do que o necessário. Temos que ter confiança de que vamos sair mais rápido desta crise do que outros países e que vamos atrair muitos investimentos.”
Diniz mandou um recado aos empresários: que assumam a responsabilidade pelas consequências da crise em seus respectivos negócios. “Dizem que essa crise não é nossa, que veio de outros mercados. Essa crise é nossa, sim. O setor financeiro teve sua parcela de responsabilidade, mas nós entramos na oportunidade. Havia uma crença no dinheiro fácil, rápido, com múltiplos muito altos. Agora, temos que ter a certeza de que, quando sairmos do outro lado, estaremos em um mundo mais sólido. E o Brasil será capaz de atrair muitos investimentos”, avaliou o empresário.

Governança corporativa

Fundado em junho de 2003, o Lide (Grupo de Líderes Empresariais) completou em 2008 cinco anos de atuação, registrando crescimento de 500%. Atualmente, são 574 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 44% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e forta­lecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários.

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