8 de março de 2021

Empresa apresenta estratégias de atuação para o Amazonas

Além dos parlamentares, participam da visita representantes do governo do Estado, Prefeitura Municipal de Manaus, Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus)

A Nokia apresenta hoje seus planos para o Brasil e o Amazonas à bancada amazonense no Congresso Nacional. A visita acontece pela manhã nas instalações da unidade fabril da empresa finlandesa em Manaus, quando os executivos da companhia também debaterão com os parlamentares os desafios e as propostas de aprimoramento do Pólo PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Além dos parlamentares, participam da visita representantes do governo do Estado, Prefeitura Municipal de Manaus, Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas).
Segundo o diretor de relações governamentais da Nokia do Brasil, Rodrigo Navarro, a reunião com esses segmentos “representa um esforço suprapartidário para que todos busquem melhorar o ambiente de negócios para a região”.

Desvantagens fiscais

A deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), coordenadora da bancada, disse que a visita já estava programada desde o primeiro semestre. Além de conhecer os planos, a parlamentar explicou que serão debatidos os problemas enfrentados pela empresa sobre a desvantagem fiscal em relação às indústrias de São Paulo na produção de aparelho celular.
Quando é vendido em São Paulo, o celular produzido pela empresa em Manaus paga 18% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) contra apenas 7% do mesmo imposto cobrado das indústrias daquele Estado.
Como estas últimas recebem um crédito de 7%, as alíquotas do ICMS para elas ficam em zero. Mesmo com o crédito concedido de 6% para o produto de Manaus ainda há uma desvantagem de 11%.
Por causa da cobrança diferenciada, os executivos da Nokia reclamam da falta de isonomia. Com base na Lei de Informática, na qual se enquadram os celulares, os impostos deveriam possuir a mesma alíquota, mas o Pólo Industrial de Manaus (PIM) é tratado como um território estrangeiro.
Com todas as dificuldades, a empresafilandesa comemorou em março passado a fabricação de 100 milhões de aparelhos nos dez anos que está no Brasil, sendo a única entre as maiores a não possuir fábrica em São Paulo.

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