Empresa afirma prever onde ocorrerá o próximo surto de COVID-19

Uma empresa com sede em Nova York, nos EUA, afirma ter criado uma inteligência artificial (IA) capaz de prever onde vai ocorrer (cidade ou estado) o próximo surto de casos do novo coronavírus. A empresa afirma que a IA conseguiu identificar lugares de contágios no Reino Unido e nos EUA com até 15 de antecedência.

Segundo o site da Dataminr, a IA se alimenta de postagens e outros dados publicados em redes sociais. “O crescimento de grupos de testemunhas oculares de casos do COVID-19 e que publicam postagens nas mídias sociais permitiu que o algoritmo detectasse pontos de contágio entre 7 a 15 dias de antecedência dos dados oficiais do COVID-19”, informa a empresa.

A IA também captura postagens de pessoas que testaram positivo para o vírus, pessoas que informaram alguns dos sintomas e até aquelas que supostamente tiveram contato com uma pessoa que testou positivo para o vírus, entre outros.

14 estados americanos

Segundo a reportagem da Business Insider, a Dataminr previu picos de contágio em 14 estados diferentes dos EUA. Sete dias depois, todos os 14 estados foram duramente atingidos pelo coronavírus.

“Esses tipos de postagens parecem ser um indicador importante de onde a contagem de casos pode estar aumentando no futuro”, disse o CEO da Dataminr, Ted Bailey em entrevista ao site.

A empresa afirma, no entanto, que a IA não pode precisar com 100% de eficácia onde será a próxima cidade com um grande número de casos. Mas não deixa de ser um avanço importante no combate ao COVID-19.

Cientistas desenvolvem tecnologia para "enxergar" o coronavírus

Crédito: Divulgação

Pesquisadores como a norte-americana Rommie Amaro estão trabalhando incansavelmente nos últimos meses. O objetivo é simples: combater a doença ocasionada pelo novo coronavírus (covid-19), que até o dia 22 de abril já havia vitimado mais de 170 mil pessoas em todo o mundo.

A pesquisa de Amaro, entretanto, se diferencia das outras por sua abordagem. A biomédica está tentando criar uma réplica digital do vírus por meio de um supercomputador. O objetivo é estudar a maneira com que a doença se comporta, de forma que seja possível identificar vulnerabilidades que ajudem a prevenir a infecção de se espalhar ainda mais. “Uma vez que você sabe como a máquina funciona, você pode estrategicamente fazê-la parar”, diz a pesquisadora para o portal Wired.

Uma analogia usada por Amaro é que, se você quer fazer um carro parar de se movimentar, você sabe que precisará ou drenar sua gasolina ou dar um tiro em seu pneu. No caso do coronavírus, a pesquisa visa identificar onde os “pneus do vírus” estão localizados e qual munição se deve usar para destruí-los.

Trabalhando de suas respectivas casas, a equipe de Amaro reconstruiu digitalmente cada átomo do vírus. Para realizar as simulações, eles estão contando com a ajuda de Frontera, um supercomputador localizado no estado norte-americano do Texas. O enfoque dos pesquisadores se encontra na parte exterior da molécula da doença, também chamada de “envelope”, onde se encontra a membrana que protege o vírus – assim como um conjunto de proteínas.

Anvisa aprova primeiro produto à base de maconha no País

Crédito: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira, 22, registro do primeiro produto à base de maconha no País. Trata-se de um fitofármaco que possui canabidiol e concentração inferior a 0,2% de THC, substância com efeitos psicotrópicos.O produto pode ser vendido nas farmácias, desde que haja prescrição médica.

A Anvisa afirma que o fármaco será usado para casos em que não há alternativa terapêutica, mas não especificou quais doenças seriam beneficiadas. A Anvisa não informou o nome do medicamento. O produto é fabricado pela empresa Prati-Donnaduzzi.

A agência aprovou em dezembro de 2019 resolução para permitir registro de produtos à base de cannabis. Por pressão do governo Jair Bolsonaro, a agência reprovou à época autorização de plantio da maconha com fins medicinais e de pesquisa. A nova resolução criou uma categoria específica para produtos à base da planta. Antes, apenas medicamentos com substâncias extraídas da cannabis poderiam ser registrados, desde que apresentassem robusto estudo clínico.

Este tipo de pesquisa é caro e, segundo pessoas do setor, de difícil execução para produtos mais simples, como fitoterápicos.O Brasil já permite a venda do medicamento Mevaty, de preço superior a R$ 2 mil no Brasil, indicado para espasticidade moderada a grave relacionada à esclerose múltipla. A expectativa com a nova regra da Anvisa é que outros produtos fiquem disponíveis na farmácia, de menor complexidade, como fitoterápicos.

Fonte: Lilian D´Araujo

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