Emprego tem queda de 102,9% no AM

Entre janeiro e abril deste ano, o número de empregos com carteira assinada caiu 102,9% no Amazonas frente a igual período do ano passado. É o que apontam os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados quinta-feira (17) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O quadrimestre fechou com saldo negativo de 537 postos de trabalho, enquanto que no acumulado de 2011, as contratações somavam 18.586 novas vagas.
“No ano passado, o clima era de segurança no mercado e grande demanda por novos produtos com o consumo acelerado. Esse ano a realidade é outra e foi refletida nos números”, destacou o titular da SRTE-AM (Superintendência Regional de Trabalho e Emprego), Dermilson Chagas
Segundo o superintendente, o cenário de insegurança impactou mais fortemente o segmento industrial, que de acordo com o levantamento do ministério apresentou retração de 128,3% com 2.324 demissões contra as 8.209 admissões de 2011.
O presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, ressaltou que as demissões são resultado da guerra com os produtos importados que reflete diretamente na atividade industrial desde o ano passado.
Outros setores também foram atingidos. A construção civil, que no ano passado havia contratado formalmente 1.842 pessoas, assinou apenas 86 carteiras este ano. A atividade comercial também desligou 340 pessoas contra as 47 de igual período de 2011.
O setor de serviços, que apresentou o melhor resultado até agora entre os setores, criou 2.115 postos de trabalho. Mesmo assim, no comparativo com o acumulado de 2011, o desempenho foi fraco, uma vez que 8.313 postos de trabalho foram criados.
Para o vice-presidente da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas), Aderson Frota, o que assegurou o saldo positivo do setor foram as obras do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida e a aceleração das obras para a Copa do Mundo.
“Apesar de as obras fazerem parte do segmento de construção civil, as atividades de pequenas empresas intermediárias fazendo serviço de pintura e acabamento, por exemplo, compõem o setor de prestação e serviços, mas estão ligadas ao aquecimento da construção civil”, esclareceu.

Abril

No entanto, considerando apenas o resultado mensal, abril pode ser considerado como um mês em que o Amazonas começa a esboçar uma recuperação na geração de empregos para este ano.
Foram 485 admissões depois do saldo negativo de 761 desligamentos em março e de 1.387 no primeiro trimestre do ano. Ainda assim, o incremento foi pouco se comparado à média histórica para o mês.
Entre os segmentos a indústria desligou 980 trabalhadores em abril, número superior as 806 demissões de março. Já em abril do ano anterior, 1.480 funcionários haviam sido admitidos.
A construção civil terminou o mês com saldo positivo de apenas um funcionário frente às 140 demissões de março. Em abril do ano passado, no entanto, o setor havia contratado 374 trabalhadores no mesmo período.
Já o comércio, apesar do desempenho inferior a abril de 2011 quando 922 postos foram criados, admitiu 444 novos empregados. Em março apenas 135 postos haviam sido criados.
O setor de serviços por sua vez foi o responsável pelo maior salto, passando de 107 vagas em março para 1.013 em abril. Em abril do ano anterior as contratações haviam somado 1.505.

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