Emprego industrial cresce pelo 13º mês consecutivo

O emprego industrial registrou variação positiva pela 13ª vez seguida na comparação com igual mês do ano anterior. Em fevereiro, a alta foi de 2,9%, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Já no confronto com janeiro, o emprego industrial avançou 0,5% na série livre de influências sazonais, após ficar praticamente estável nos últimos seis meses.
No acumulado nos últimos 12 meses, houve crescimento de 3,9%, o resultado mais elevado desde o início da série histórica do IBGE.
No confronto entre os meses de fevereiro, o contingente de trabalhadores avançou em 13 das 14 áreas investigadas. Os destaques ficaram com São Paulo (2,0%), Minas Gerais (4,6%), região Norte e Centro-Oeste (4,8%), região Nordeste (3,1%), Rio Grande do Sul (3,6%) e Santa Catarina (3,1%).
Em termos setoriais, houve expansão em 13 dos 18 ramos investigados. As pressões positivas mais importantes vieram das atividades de meios de transporte (8,7%), máquinas e equipamentos (6,7%), produtos de metal (7,5%), alimentos e bebidas (2,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,4%).
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria cresceu 1,1% frente ao mês anterior, na série livre dos efeitos sazonais, após ficar estável em janeiro último e crescer 0,3% em dezembro e novembro de 2010. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve avanço de 3,2%, o 13º resultado positivo consecutivo nesse tipo de confronto.
O valor da folha de pagamento real ajustado sazonalmente cresceu 1,1% em relação ao mês imediatamente anterior, segunda taxa positiva seguida, acumulando nesse período ganho de 6,3%. No confronto com igual mês de 2010, houve avanço de 6,8%.

Avanço da produção

O avanço da produção industrial no primeiro bimestre de 2011 foi responsável pelo fim do ciclo de seis meses de estabilidade do emprego no setor, afirmou o gerente da Pimes (Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário) do IBGE, André Macedo. Segundo ele, o índice de fevereiro também foi puxado para cima por causa do carnaval, que este ano ocorreu em março.
“Além do aumento da produção industrial muito calcada no mercado interno, mas também influenciada pela recuperação de alguns setores voltados para o mercado internacional, há o efeito calendário que contribui para o resultado mais expressivo deste mês”, afirmou o técnico. Ele observa que, apesar de também influenciar positivamente o emprego, a recuperação da produção industrial tem maior efeito sobre o número de horas pagas (nas quais estão contidas as horas extras), que avançou 1,1% em fevereiro ante janeiro.

Restrição ao crédito ainda não afetou as fábricas

O mesmo efeito calendário que influenciou positivamente o resultado de fevereiro joga contra no resultado de março. A antecipação que houve por conta do feriado de Carnaval deve acabar tendo um efeito negativo no emprego industrial deste mês, avalia Macedo, acrescentando que ainda não é possível mensurar a intensidade desse efeito.
Segundo ele, os setores que mais cresceram em emprego são os que apresentaram os melhores resultados na produção, em especial o setor de transportes, que inclui a indústria automobilística, sustentada principalmente pelo mercado interno. Destacam-se ainda­ as indústrias de metalurgia, material eletrônico e alimentos.
O gerente da pesquisa avalia que as medidas do governo para esfriar a economia, como restrições ao crédito, ainda não afetaram o emprego na indústria. “Ainda não estamos vendo um efeito sobre a produção e o mercado de trabalho acompanha esse movimento”, concluiu.

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