16 de abril de 2021

Emprego e produção da indústria registram recuperação em outubro, avalia Iedi

Em outubro, os dados da indústria brasileira registraram alta de 2,2% em comparação ao mês imediatamente anterior na série dessazonalizada, após terem assinalado expansão de 1,8% em setembro

Em outubro, os dados da indústria brasileira registraram alta de 2,2% em comparação ao mês imediatamente anterior na série dessazonalizada, após terem assinalado expansão de 1,8% em setembro. Esse resultado refletiu a ampliação da atividade fabril em dez das 14 localidades pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As principais pressões positivas foram observadas no Paraná (8,7%), Minas Gerais (3,0%), Espírito Santo (2,9%) e Ceará (2,3%), com taxas acima da média nacional. Ainda apresentaram resultado positivo: São Paulo e Santa Catarina (ambos com 2,1%), Pará (1,2%), Rio de Janeiro (0,9%), Rio Grande do Sul e Bahia (ambos com 0,8%). A produção do Amazonas (0,0%) ficou estável frente a setembro, enquanto a região Nordeste (–0,3%), Pernambuco (–0,7%) e Goiás (–10,3%) apresentaram recuo nessa comparação.
Os dados de outubro frente ao mesmo mês do ano anterior assinalaram decréscimo em dez das 14 localidades. Para a redução de 3,2% da atividade industrial no âmbito nacional, Pará (–8,7%), Minas Gerais (–7,4%), Goiás (–5,8%), Rio Grande do Sul (–5,5%), São Paulo (–5,1%) e Ceará (–3,5%) foram os responsáveis pelas maiores pressões negativas. Nessa comparação, os locais com avanço na produção foram: Espírito Santo (2,4%), Pernambuco (1,0%), Paraná (0,6%) e Bahia (0,3%).
No acumulado entre janeiro e outubro de 2009, em comparação a igual período de 2008, todos os locais registraram variações negativas de forma que a indústria brasileira acumulou recuo de 10,7%. Os destaques dentre as maiores retrações foram: Espírito Santo (–21,1%), Minas Gerais (–17,6%), Amazonas (–11,9%), São Paulo (–11,6%) e Rio Grande do Sul (–10,9%). Os setores que contribuíram para essa queda foram os exportados, especialmente as commodities, automóveis e de máquinas e equipamentos. Os demais resultados foram: Pará (–8,2%), Bahia (–8,0%), região Nordeste (–7,3%), Ceará (–6,4%), Rio de Janeiro (–5,9%), Paraná e Pernambuco (ambos com –5,2%) e Goiás (–1,7%).
O quadro geral do acumulado dos últimos 12 meses ainda se manteve negativo com a queda de 10,6% frente ao resultado de setembro (–10,2%) e com a queda em todas as regiões analisadas. O Espírito Santo registrou a maior queda nessa comparação (–21,9%), seguido de Minas Gerais (–18,1%), Amazonas e Rio Grande do Sul (ambos com recuo de 11,3%) e São Paulo (–11,1%). Também apresentaram variações negativas, porém abaixo da média brasileira (–10,6%) Santa Catarina (–10,4%), Bahia (–8,1%), Região Nordeste (–7,2%), Pará (–7,1%), Ceará e Rio de Janeiro (ambos com recuo de 5,9%) Pernambuco (–5,1%), Paraná (–4,4%) e Goiás (–1,4%).

Emprego Industrial

O emprego industrial registrou avanço de 0,7% em outubro, frente ao mês imediatamente anterior na série com ajuste sazonal, a quarta variação positiva seguida. Nesse período, a variável acumulou 1,6% de crescimento. Com relação ao mesmo mês do ano passado, o emprego na indústria obteve recuo de 5,7%. Na comparação acumulada no ano até outubro com relação aos mesmos dez meses de 2008, houve retração de 5,7% do nível de emprego na indústria e, nos últimos doze meses, de –4,8%.
Na comparação mensal, o emprego industrial recuou em 13 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE. Os maiores destaques em termos de participação na queda do emprego industrial durante outubro foram observados em São Paulo (–4,2%), Minas Gerais (–11,3%), região Norte e Centro-Oeste (–8,8%) e Rio Grande do Sul (–7,2%). Outras localidades que igualmente apresentaram queda no emprego industrial acima da média nacional (–5,7%) são: Espírito Santo (–7,3%), Paraná (–6,7%), Região Sul (–6,0%) e Sudeste (–5,8%). Por outro lado, a única pressão positiva foi observada no Ceará, com crescimento de 1,8%.
No acumulado entre janeiro e outubro com relação ao mesmo período de 2008, todos os locais registraram diminuição do emprego na indústria, sendo que as maiores contribuições negativas vieram de São Paulo (–4,2%), Minas Gerais (–8,7%), região Norte e Centro-Oeste (–9,0%), Rio Grande do Sul (–7,5%), Paraná (–7,2%) e região Sul (–6,4%). As demais localidades pesquisadas tiveram o seguinte resultado: Espírito Santo (–5,6%), região Sudeste e Pernambuco (ambos com queda de 5,1%), Santa Catarina (–4,4%), Rio de Janeiro (–4,0%), Nordeste (–3,8%), Bahia (–2,8%) e Ceará (–0,8%).

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