Emprego avança 3,76% no 1º semestre

A geração de empregos no Amazonas registrou variação positiva de 0,65% na passagem de maio para junho, com saldo de 2.441 postos de trabalho

A geração de empregos no Amazonas registrou variação positiva de 0,65% na passagem de maio para junho, com saldo de 2.441 postos de trabalho. Houve uma pequena desaceleração frente a abril, quando a região apresentou alta de 0,80% e 2.955 colocações no mercado de trabalho amazonense.
Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados ontem pela SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Amazonas). No acumulado do primeiro semestre deste ano, a variação foi de 3,76% e 13.544 vagas abertas na região. Na comparação de junho de 2010 com igual mês do ano passado, o incremento foi de 7,77%, com saldo positivo de 26.311 empregos criados no mercado de trabalho do Estado.
Em relação a maio, o destaque veio da administração pública (+2,87%), seguido pelo setor extrativo mineral (+1,60%). O maior saldo de vagas, contudo, foi registrado em serviços (1.108) e indústria (492). Tradicional motor da geração de empregos, a construção civil registrou alta de 1,20%, com abertura de 332 vagas nos canteiros de obras da região.
No ano, o ranking da geração de empregos no Amazonas é liderado por serviços (6.667 e crescimento de 4,78%) e indústria (6.637 e incremento de 6,25%). Coube aos dois setores também o melhor desempenho no comparativo com junho do ano passado, com expansão de 10,89% para a indústria (10.918 postos de trabalho) e de 8,60% para serviços (11.335). A construção civil, por sua vez apresentou recuo de 0,51% no semestre (-141) e acréscimo de 3,11% (763) em relação a junho de 2009.
Os segmentos industriais que abriram mais vagas na passagem de maio para junho foram os de alimentos e bebidas (154), material de transporte (115) e metalúrgico (110). Os maiores aumentos vieram dos polos metalúrgico (+1,23%) e têxtil (+2,16%). Do lado de serviços, coube ao segmento de administração de imóveis a liderança no número de criação de empregos (783) e o maior crescimento (+2,26%).
De acordo com o diretor-executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, o resultado do Caged indica que o PIM (Polo Industrial de Manaus) continua crescendo e mantendo capacidade de produção. “É claro que esperávamos um crescimento bem maior no número de contratados, mas existiram contratempos, como as dificuldades no armazenamento das mercadorias e para escoar nossos produtos”, ponderou, acrescentando que a Copa influenciou positivamente na criação de novos postos de trabalho.
Segundo Dutra, apesar do fim do Mundial, a indústria algumas indústrias continuam trabalhando em três turnos, pois o comércio já começou a fazer pedidos para o segundo semestre visando as festas de fim de ano. “Como o mercado continua aquecido, o nível de empregos vai continuar crescendo. Não acredito em desaceleração. A previsão para os próximos meses é continuarmos com uma economia sólida e crescente”, asseverou.

Sindicato dos Metalúrgicos do AM projeta abertura de mais 4.000 vagas no PIM

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, salienta que o PIM está com dificuldades no setor de componentes, em especial para as fábricas de motocicletas, cujo PPB (Processo Produtivo Básico) ainda está em negociação. “A classe visa melhoras e aumento na competitividade entre as indústrias desse segmento. Agindo dessa maneira, também vamos gerar mais emprego e renda no Amazonas já que os fabricantes importam componentes e não compram as peças em Manaus”, salientou.
Santana avalia, no entanto, que o panorama geral e positivo. O sindicalista destacou que fabricantes de grande porte, a exemplo da Samsung, pretendem contratar até 4.000 pessoas neste semestre. “Podemos afirmar que é preciso fazer alguns ajustes. Para isso, os segmentos envolvidos já estudam soluções para os impasses. Vale lembrar que o setor metalúrgico está evoluindo muito bem e que estamos bastante otimistas para os próximos meses”, amenizou.
Embora destaque os efeitos retardados da crise de 2009, o vice-presidente da Fecomercio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), Aderson Frota, destacou que existem grandes empreendimentos previstos para o Amazonas que podem alavancar os setores de comércio e serviços de Manaus nos próximos meses. Por conta disso, a expectativa, conforme o dirigente, é de crescimento de até 8% ao final de 2010.
“Podemos citar os projetos da prefeitura combinados com os dos governos estadual e federal. Isso nos leva a crer que teremos um grande crescimento para os próximos meses. Chegou o verão e este é o melhor momento para a nossa economia”, finalizou.

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