6 de maio de 2021

Empreender é tendência no ano

O ano acabou de começar e os planos para ter o próprio negócio voltam à mente de muitas pessoas, principalmente por necessidade neste momento em que a empregabilidade está baixa por conta da pandemia do novo Coronavírus.

Seja por oportunidade ou necessidade, o desejo de empreender é nutrido de forma quase natural pelos brasileiros.

E em razão da Selic (taxa básica de juros) baixa e da crise no mercado de trabalho, empreender de forma mais segura por meio de uma franquia é uma opção em alta no mercado.

Nesse contexto de pandemia, o momento é de observar possíveis tendências que apontam para novas oportunidades de negócios.

A multicanalidade –com redes operando mais do que nunca no e-commerce, delivery, em marketplaces, entre outros canais de venda –é um indicador importante.

De acordo com Humberto Damas, diretor de estratégia e finanças do Grupo Bittencourt, “o cenário ainda é de certa forma desconhecido. Apesar da chegada da vacina, fica difícil prever tendências para 2021. De qualquer forma, o empreendedor vai precisar ficar atento aos canais de atuação da marca. Não vale a pena, por exemplo, investir num segmento ou numa marca que esteja presente apenas com lojas físicas, sem nenhuma outra forma de atendimento ao consumidor final”, disse.

Para ele, a multicanalidade é um caminho traçado e sem volta. Ficou mais do que provado nesse último ano que a dependência de um único canal é arriscada, e acaba sendo ineficaz para atender o consumidor nas suas mais diversas jornadas. A integração de canais e as diversas formas de se alcançar o consumidor têm que ser observadas pelo empreendedor antes de investir numa franquia”.

Segundo Silvana Buzzi, diretora executiva da ABF, não existe hoje uma franquia que de certa forma não esteja digital ou que não use uma ferramenta relacionada à digitalização.

“No ano de 2020, em alguns meses, vivemos vários anos e por conta disso todos os setores, todos os segmentos, se reinventaram”, disse em live do canal Cliente S.A.

Outro fator considerado por Damas é a maturidade das redes. Para ele, “as marcas mais consolidadas no setor sairão mais fortalecidas”.

O especialista pondera que os potenciais franqueados e/ou investidores têm dois cenários a observar.

“Os empreendedores podem olhar sob dois aspectos –do risco ou da oportunidade.

Do risco quando se pensa numa retomada mais lenta e de um consumidor mais reticente em consumir, e da oportunidade quando se pensa em mais flexibilidade de negociação com fornecedores, inclusive no real estate e de um consumidor ávido por voltar à rotina –e às lojas. Valem as duas reflexões”.

Na visão do executivo, o potencial empreendedor e/ou investidor deve ficar atento aos seguintes pontos para colocar em prática seus planos de ter um negócio neste ano:

“A saúde financeira da franqueadora é um ponto crucial. Com a pandemia, as franqueadoras também tiveram que se adaptar e otimizar estrutura para se manterem ativas, o que pode, em alguns casos, ter comprometido a capacidade de atendimento à rede.

Vale o candidato observar como está sendo prestado o suporte e a capacidade de entrega da franqueadora.

Outro ponto é observar o mercado em que ele deseja investir e como ele está se comportando nessa crise.

Vale avaliar se o cenário atual é algo que tende a permanecer ou é passageiro –como no caso das redes que atuam no delivery e tiveram um boom de demanda, ou mesmo as redes de vestuário que tiveram queda na procura dos consumidores.

São extremos que, no primeiro caso, devem permanecer, porém, com uma pequena queda na demanda, e no segundo caso, deve ser algo passageiro, pois as pessoas já estão saindo de casa e com a vacina esse mercado tende a se aquecer. Além da questão dos canais de atuação”.

Já o consultor do Sebrae-SP, Artur Shoiti Santos Takesawa, aponta as seguintes tendências para 2021:

  • E-commerces diversos –existe um espaço ainda gigante para empreender, vendendo coisas na internet, com sites próprios e também em marketplaces.
  • Serviços de TI – As pessoas físicas, profissionais liberais e empresas estão demandando muitas adequações e expansões para aproveitarem a revolução digital que está iniciando.
  • Infoprodutos –todos fomos forçados a continuar estudando nesta pandemia.  O detalhe é que muitas pessoas que tinham dificuldade ou preconceito, reviram esta postura.   Cursos de todo tipo de duração, palestras e até formações em várias profissões estão ocorrendo dentro de casa e em escritórios.
  • Negócios imobiliários –a indústria imobiliária foi uma das áreas menos afetadas. Na verdade, está sofrendo uma mudança de perfil de prédios comerciais e residenciais.
  • Clube de assinatura –é possível fazer assinatura de qualquer coisa, mas o empreendedor deve analisar o comportamento do consumidor alvo para saber a frequência de compra.   A assinatura de vinhos e cervejas é só o começo desta modalidade.
  • Comércio de roupas inteligentes –a tecnologia chegou às roupas e acessórios.  Seja para cuidar da saúde, ou estar conectado, as pessoas estão cada vez mais curiosas em usar este tipo de produto.
  • Venda de produtos vegetarianos e veganos –o percentual de pessoas que se declaram veganos ou vegetarianos ainda é pequeno, mas este mercado tende a crescer muito. Até mesmo as grandes empresas que vendem carne bovina, suína e frango estimam que o percentual de venda de produtos para vegetarianos e veganos deve atingir 30% no Brasil nos próximos anos.
  • Venda de cosméticos naturais e artesanais –analisando o mesmo mercado de quem se declara vegano ou vegetariano, temos os produtos cosméticos que atingem também o público não vegano ou vegetariano; são chamados de simpatizantes.  Gostam de comer proteína animal, mas usam produtos de origem não animal.
  • Delivery de comida –a pandemia deixou claro que este mercado ainda tem um espaço gigante para crescer.
  • Brechós Online –está diminuindo o preconceito e a resistência dos brasileiros em comprar produtos seminovos. Estávamos acostumados a reconhecer em um brechó, produtos totalmente desgastados e atrelados à população carente.  Em muitos países, este mercado não é visto assim. Esta mudança de visão está ocorrendo no Brasil e à medida que tivermos mais brechós físicos e online com produtos de qualidade a preços realmente compatíveis, este mercado vai crescer muito.

É interessante notar que em praticamente todas essas áreas temos redes de franquias atuando.

Foto/Destaque: Divulgação

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