2 de março de 2021

Empreendedores discutem obra do Dimicro

Segundo o titular da Semdel (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Local), Jefferson Praia, o edital da licitação para início das obras prevê a data final de recebimento das propostas o dia 25 de setembro

Uma reunião entre 20 empreendedores associados e a prefeitura, na sede do Ideia (Instituto de Desenvolvimento da Infância e da Adolescência), na noite de ontem, marcou o anúncio do período limite para apresentação de propostas de empreiteiras interessadas em operacionalizar as obras do Dimicro.
Segundo o titular da Semdel (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Local), Jefferson Praia, o edital da licitação para início das obras prevê a data final de recebimento das propostas o dia 25 de setembro. O secretário assegurou que o Executivo municipal, por intermédio da Semdel, está disponibilizando recursos na ordem de R$ 1,5 milhão, neste primeiro momento, destinados às obras de construção, mas apontou como fundamental para o sucesso do projeto a parceria com a iniciativa privada.
Praia disse que a construção do minidistrito pode ser considerado um marco na história do empreendedorismo na capital, pois deverá adensar a cadeia produtiva de várias empresas, reunindo vários segmentos da metalurgia (metal-mecânico), termoplastia e tratamento de superfícies, com uma demanda inicial de 24 empresas. “Vai ser um espaço com cerca de 20 hectares, no bairro João Paulo, com toda a infra-estrutura para que os empreendedores possam abrigar seus produtos e serviços, fornecendo às médias e grandes empresas do Distrito Industrial”, explicou o secretário.

Fampeam desconhece cláusulas do projeto

Mas para a presidente da Fampeam (Federação das Associações de Micros e Pequenas Empresas do Amazonas), Raimunda Lima, o adensamento dessa cadeia produtiva para composição do Dimicro parece não seguir uma ordem de importância das empresas que de fato deveriam ser contempladas com um espaço no local.
A dirigente criticou duramente a Prefeitura Municipal de Manaus por não efetuar consulta com entidades, como a Fampeam ou o Simpi-Am (Sindicato das Micros e Pequenas Indústrias do Amazonas), mais indicadas na definição e escolha das microempresas que vão compor o cenário produtivo do Dimicro.
“Tudo o que sabemos sobre as obras e escolha dos permissionários foi obtido através dos meios de comunicação e pelo que nos é ventilado pelo secretário responsável pelas obras”, asseverou a presidente da entidade.
O Dimicro (Distrito Industrial e Micro e Pequenas Empresas) será implantado em duas etapas, com cinco fases durante oito anos. A infra-estrutura urbanística, cercamento da área e a guarita, serão de responsabilidade do Executivo municipal e a construção dos galpões, prédios de administração e restaurante, vão ficar sob a responsabilidade dos empreendedores.
O minidistrito vai ser um espaço dotado de infra-estrutura e localização estratégica para que os empreendedores possam fornecer produtos e serviços às médias e grandes empresas do PIM (Pólo Industrial de Manaus). A área de aproximadamente 160 mil m2 (16 hectares) está localizada no Ramal do Brasileirinho, bairro João Paulo.
O projeto contempla levantamentos planoaltimétrico, florestal, biológico e ambiental como pressupostos iniciais para o parcelamento racional e econômico da área, com projeto urbanístico que abrange essas questões, com o traçado das vias de acesso, o loteamento e construção de galpões, área de administração, restaurantes, as reservas legais e ambientais necessárias, com a destinação correta de rejeitos, estacionamentos e outros cuidados especiais.

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