14 de abril de 2021

Embrapa deve lançar em 2009 híbridos ricos em betacaroteno, zinco e ferro

Perspectiva toma por base a seleção e o melhoramento genético de 18 mil híbridos que levou aos 60 melhores com características de alta concentração de betacaroteno, precursor da vitamina A.

Em dois anos, a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical (Cruz das Almas/BA) prevê o lançamento de híbridos de mandioca para mesa mais ricos em betacaroteno, ferro e zinco. A perspectiva toma por base a seleção e o melhoramento genético de 18 mil híbridos que levou aos 60 melhores com características de alta concentração de betacaroteno, precursor da vitamina A, e baixos teores de ácido cianídrico nas raízes. Estas características tornam os híbridos ideais para mesa, condição que amplia a oferta de micronutrientes durante o consumo. O trabalho está ligado aos Programas HarvestPlus e AgroSalud para biofortificação de alimentos cuja coordenação no Brasil é da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ).

Dos 60 híbridos, nove já estão em testes em áreas de produtores no Ceará, Bahia e Pernambuco e Maranhão.
De acordo com a pesquisadora Wania Fukuda, da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, nos últimos dois anos, o melhoramento permitiu triplicar o teor de betacaroteno nas raízes da mandioca elevando de quatro microgramas/g de betacaroteno identificados em variedades como a Dourada e a Gema de Ovo, lançadas há dois anos, a híbridos com teores de até 12 microgramas/g de betcarotenos.

São mandiocas de polpa amarela, macias, pouco fibrosas, de sabor agradável, cozimento rápido e produtivas. Na condição de mesa, retém até 86% do betacaroteno, o que amplia a oportunidade de ingestão de vitamina A. A mandioca brava (alto teor de ácido cianídrico) destina-se apenas à produção de farinha e o processamento da farinha degrada os micronutrientes.

“Em 15 dias, os micronutrientes desaparecem do produto”, afirmou Wania justificando a opção pela mandioca de mesa (mansa). Wania participou da 2º. Encontro Anual de Biofortificação, que termina nesta quarta-feira, dia 14, em Niterói (RJ), tendo reunido mais de 70 pesquisadores de sete países: Brasil, Colômbia, México, China, Índia, Peru e Estados Unidos.

Farinhas enriquecidas

Um outro braço do HarvestPlus e AgroSalud busca a inovação no processamento da farinha de mandioca de forma que esse alimento conserve micronutrientes como ferro, zinco e pró-vitamina A. Dessa forma, essa nova farinha poderá ser incorporada em produtos derivados como pães, bolos e macarrões tornando-os mais nutritivos.
A ação é foco da Clayuca (Consórcio Latino-americano do Caribe para Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento da Yuca) cuja sede fica na Colômbia. Yuca significa mandioca. O consórcio atua com empresas públicas e privadas em oito países: Venezuela, Colômbia, Peru, Equador, Nicarágua, Costa Rica, Haiti e México.

Em parceria com a Embrapa Agroindúsria de Alimentos, a Clayuca tem desenvolvido novos protocolos para processamento de farinhas de mandioca e batata-doce e já obteve um produto com 80 microgramas/grama de betacaroteno. A aceitação e a eficiência dos produtos derivados, como pães e bolos, serão testados em 2008 junto a lactantes e crianças na Colômbia e na Nicarágua. De acordo com os resultados, a inovação será repassada aos parceiros do projeto.

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