Embraer vê risco para o setor

Os altos preços do petróleo e a crise da zona do euro ameaçam frear a recuperação do setor cada vez mais competitivo de fabricação de aviões, disse o presidente executivo da brasileira Embraer, Frederico Curado, antes da inauguração da Feira Aérea de Paris, no último domingo.
Ele afirmou ainda que um dos principais clientes da Embraer, JetBlue Airways Corp, pode reduzir significativamente seus pedidos. Seus comentários reforçam o temor de que o impacto dos altos preços do petróleo sobre o setor aéreo esteja se propagando aos fornecedores e aos fabri–cantes.
“A indústria estava se recuperando bem até que entrou em tema os países árabes e a alta do preço do petróleo”, disse Curado, acrescentando que a situação da dívida externa da Grécia também influenciou o panorama do setor.
A própria Embraer, um dos principais exportadores do Brasil, poderia ver uma baixa sustentada dos pedidos. É “pouco provável” que JetBlue, a aérea americana de baixo custo, exerça suas opções por 100 aviões, disse Curado.
O executivo também afirmou que JetBlue, que foi o primeiro grande cliente para aviões de 100 acentos do fabricante brasileiro em 2003, poderia inclusive reduzir os pedidos pendentes por 51 aviões, dependendo da opção por A320neo da Airbus. “Se isso ocorrer, poderíamos ter um risco maior com a JetBlue”.
A Embraer já está sentindo o aumento na competência de novos modelos de aeronaves, como o Superjet 100 de Sukhoi e os CSeries de Bombardier, que ainda estão em desenvolvimento.

Renovação da frota

A companhia brasileira espera decidir até o fim do ano se remodelará sua atual família de aviões de 70 e 122 acentos ou lançará um modelo completamente novo e maior, disse o executivo.

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