Em quarentena, lives do projeto ‘Mexa-se Em Casa’ fazem sucesso

A quarentena, depois seguida do isolamento social, forçou as pessoas a ficar condicionadas entre as paredes de suas residências, quando muito, o quintal. Para os sedentários, não mudou muita coisa, mas para quem já está ‘ligado’ desde cedo, caminhando, fazendo exercícios, indo pro trabalho, pras ruas, ficar aprisionado dentro de casa ou do apartamento foi um inferno. Naquelas horas de desespero, exercícios ajudaram bastante, principalmente porque podem ser feitos em qualquer lugar, até dentro de um elevador, por isso estão sendo um sucesso as lives do projeto ‘Mexa-se Em Casa’, da Fundação Amazonas de Alto Rendimento, do governo do Estado que, em nove edições, acontecidas todas às quartas-feiras, sempre sob a orientação de professores de educação física, já tiveram mais de 200 mil visualizações.

“Fazer exercícios durante a quarentena, com certeza, seria o melhor ‘remédio’, que as pessoas deveriam ter tomado para esquecer aquela situação. As atividades físicas fazem com que nos esqueçamos dos problemas, sem falar que melhoram nossa qualidade de vida. Quem tomou desse ‘remédio’, diariamente, enfrentou com mais facilidade o isolamento social”, afirmou o professor de educação física, Willian de Miranda Brito, que na tarde de ontem participou pela primeira vez do ‘Mexa-se Em Casa’. Willian é formado desde 2014, pela Uninorte, e trabalha no Centro de Convivência da Família Teonizia Lobo de Carvalho.

Mas, como qualquer atividade que realizamos na vida, para fazer exercícios também é necessário seguir algumas regras. O planejamento dos treinos deve seguir suas próprias especificidades considerando a idade, o condicionamento físico atual, a rotina, apresentação de doenças cardíacas, a individualidade biológica, entre outros fatores.

“O ideal é você fazer exercícios sob a orientação de um profissional de educação física do lado, mas como isso não é possível, então, indico seguir tutoriais na internet e as lives do ‘Mexa-se Em Casa’, às quartas-feiras”, falou.

Ida ao médico

Existem dois tipos de exercícios: os anaeróbicos e os aeróbicos. Os primeiros são exercícios de alta intensidade, com movimentos rápidos, como musculação ou saltos, realizados principalmente por atletas. Já os aeróbicos são mais leves que, ao aumentarem os batimentos cardíacos, oxigenam os músculos. Entram nessa categoria a dança, a natação, a corrida.

Quem, antes da quarentena, não praticava nenhum tipo de atividade física regular, e agora quer manter-se em movimento, pode fazer exercícios utilizando o peso do próprio corpo, sem necessidade de aparelhos ou equipamentos.

“Para quem está começando, e mesmo para quem não quer frequentar uma academia, preferindo aquela coisa mais particular, os melhores exercícios são os aeróbicos. Em princípio, qualquer pessoa pode fazer exercícios, da infância à terceira idade, mas é imprescindível saber como anda a saúde”, alertou.

“Mesmo quem não tem problema de saúde aparente, sempre é bom consultar um médico, porque às vezes o problema pode estar oculto, depois, cada pessoa tem sua particularidade. Um exercício que serve para mim, pode não servir para você, é aí que entra o professor de educação física”, disse.

E exercícios podem ser feitos diariamente. Quem já é acostumado, pode continuar na rotina, porém, quem está querendo começar, principalmente os sedentários, agora que as home offices parece ter vindo para ficar e as horas na frente do computador aumentaram, o ideal é começar três vezes na semana.

“E já está de bom tamanho, depois, no decorrer do tempo, com a evolução do condicionamento físico, a quantidade de vezes, e até a duração dos treinos, podem ir aumentando”, explicou.

Sedentário vs. viciado

Falando em sedentários, eles são uma preocupação para o professor Willian.

“Eu me pergunto sempre: por que existem pessoas que não gostam de realizar atividades físicas? Além de fazer bem para o nosso corpo, para a mente e a saúde, essas atividades nos dão uma sensação de prazer e alegria”, indagou.

Willian indica ao menos as caminhadas, para quem até quer fazer exercícios, mas a preguiça não deixa. É uma atividade mais leve e que, ao final, dará ao praticante a mesma sensação de prazer.

“De repente a caminhada pode até se transformar em corrida, mas isso é mais para frente. Correr é para quem já tem condicionamento físico. Ambas as atividades são ótimas, mas nunca esquecer da consulta ao médico e ao professor de educação física”, completou.

Como tudo na vida tem dois lados, assim como existe o sedentário, também existe o viciado em fazer exercícios.

“Essa situação se torna um problema quando a pessoa quer passar cada vez mais tempo na academia, deixa o corpo super fatigado de tanto exercício, e usa produtos proibidos para adquirir o que considera a melhor forma física. Aí se os conselhos do professor de educação física não adiantarem, o melhor é procurar um psicólogo”, advertiu.

O resto é uma boa alimentação, qualidade de sono e equilíbrio emocional para se ter muita saúde e bem-estar.  

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