Em Minas, Dilma justifica naturalidade

A passagem da presidente Dilma Rousseff por Minas Gerais, onde permaneceu por cerca de 20 horas desde a noite de ontem, motivou novas afirmações sobre sua naturalidade mineira.
Sempre que está no Estado, ela ainda explica que é nascida em Belo Horizonte, onde começou a militância política lutando contra a ditadura militar. Já a carreira política ela iniciou no Rio Grande do Sul.
“A gente pode adotar um filho e gostar tanto dele como se ele fosse seu filho natural. O meu filho natural é Minas Gerais, e eu tenho, por obrigação, de adotar todos os Estados”, afirmou Dilma, nesta terça-feira (16), em Ribeirão das Neves.
A passagem de Dilma por Minas também atiçou o grupo político do senador Aécio Neves (PSDB), seu potencial rival na disputa de 2014.
Dilma foi a um seminário do PT e a dois eventos para assinar convênios e entregar casas populares e ônibus e máquinas a cerca de 60 prefeitos. Por onde passou, alfinetou adversários e disse que tem tido um “olhar carinhoso” com o Estado.
“Minas recebe tratamento republicano, como recebeu do governo Lula, porque dar tratamento republicano também é uma conquista dos dez anos do nosso governo”, afirmou ela nesta terça na cidade da Grande BH.
A agenda mineira de obras federais, que inclui rodovias e o metrô de BH, foi o foco central da reação tucana, após Dilma ter dito que liberou recursos para obras dessa agenda.

Contestação

O PSDB, pelo seu presidente estadual, o deputado federal Marcus Pestana, divulgou nota dizendo que “a presidente faltou com a verdade aos mineiros”. Em síntese, ele disse que não há recursos para obras, mas apenas para projetos, além de “promessas”.
Aécio, por sua vez, divulgou nota para dizer que a presidente só voltou a Minas “movida pelos interesses e pela agenda do PT, e não pelos interesses e pela agenda dos mineiros”.
A busca por espaço político em Minas tende a se intensificar entre Dilma e Aécio. Nos últimos dois dias os eventos tiveram Dilma como protagonista.
Na semana passada foi a vez de Aécio, que deixou Brasília e foi a BH participar de evento do governador tucano Antonio Anastasia, seu afilhado político, onde foram reunidos cerca de 400 prefeitos e anunciados R$ 2,1 bilhões para os municípios.

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