Em alta consecutiva o Turismo cresce no país, mas tem baixa no Amazonas

O turismo segue dando sinais positivos de retomada. A pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Cielo, mostra que o setor faturou R$ 12,8 bilhões em setembro, alta de 28% em relação a agosto. Mais da metade do faturamento vieram dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Quando analisados por segmento, os empreendimentos de Hospedagem e Alimentação registraram o maior volume de vendas em setembro. O destaque foi para os restaurantes que movimentaram R$ 6,63 bilhões. O transporte de passageiros registrou parcela significativa com faturamento de R$ 2,76 bilhões, representando 21% de tudo o que foi arrecadado em setembro.

Para o Ministério do Turismo (MTur) o resultado é animador e mostra que as ações coordenadas pela Pasta junto aos demais segmentos estão no caminho certo. “Ficamos muito satisfeitos com essa retomada gradual, positiva e significativa de maneira responsável. Continuaremos com o nosso trabalho, de colocar o turismo brasileiro de volta aos antigos patamares, gerando emprego e renda para toda a nossa população”, afirmou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou que o aumento no faturamento pode ser resultado de inúmeros fatores. “A partir de maio, o faturamento do setor passou por um processo de recuperação mês a mês, devido a um maior número de pessoas nas ruas, o aumento da confiança dos consumidores, além das estratégias digitais adotadas pelas empresas”, afirma Tadros.

Desde março, quando foi decretado estado de calamidade pública devido à pandemia do C19, o MTur  tem praticado ações para dar sobrevida ao setor: criação da lei 14.046, que propõe regras de cancelamentos/remarcações para serviços turísticos e culturais; a MP 963, que liberou R$ 5 bilhões para o setor em linha de crédito e contribuiu para a formulação da MP 936, que manteve milhares de empregos no país.

Na contramão, o governo do Amazonas, provoca desacordos entre o trade e o Governador Wilson Lima, e vem sofrendo com as leis descontroladas e sem fiscalização que interferem negativamente no crescimento, principalmente no setor de alimentação, o mais prejudicado. Vejamos algumas opiniões de representantes das entidades do turismo amazonense:

Fábio Coutinho de Faria Cunha – Presidente da Associação Brasileira de Bares e
Restaurantes (Abrasel Amazonas); Fundador do Pupunha Rock Café em 2000; Proprietário da Pizzaria Ghiotto.

O turismo local está em ascensão pela notoriedade que a Amazônia se apresenta no cenário mundial. Tenho visto uma boa vontade do Governo Federal em fomentar esse turismo aqui no estado, com reflexos positivos. O que vai fazer toda a diferença será a gestão do governo através das ferramentas eficazes para incentivar o desenvolvimento do setor de serviços.

Para a mudança desse quadro em que se encontra o setor de comidas e bebidas, devido a pandemia, o Governo do Estado terá que se munir de muita coragem, mais do que o setor privado tem e, apostar no incentivo de novos empreendimentos e eventos de turismo. Sugerimos o fomento no setor através da desburocratização e redução de impostos do turismo.

Billy Davis Botelho Queiroz – Guia de Turismo credenciado pelo MTur em inglês e espanhol, é vice-presidente do Sindicato Estadual dos Guias de Turismo do Amazonas (Sindegtur).

O gestor atual do sindicado idealiza uma equipe forte e unida através da filiação espontânea dos Guias de Turismo no estado do Amazonas. “Só assim poderemos, como entidade defensora da classe, lutar, reivindicar pelos direitos e serviços de padrão e excelência”, afirmou.

O Sindegtur Amazonas ambiciona implantar uma fiscalização sistemática nos portos e em todos os pontos turísticos de Manaus para unificar a prestação de serviço especializada. A classe anseia que os Guias cadastrados sejam remunerados com justiça por parte do empresariado estadual.

É necessário que a classe de Guia de Turismo tenha apoio do governo estadualpara capacitação e treinamento em cursos de idiomas, botânica, arqueologia, geologia, museológica entre outros.

O Sindegtur Amazonas dá exemplo para o país através da conquista de um patamar de elementar riqueza cultural e social com a inclusão em sua diretoria de dois profissionais indígenas, Ananias Santos, da etnia Apurina, como presidente, e Maria do Socorro Barroso Ribeiro da etnia Palmari, como presidente interina.

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