Em 2008, desafios ­continuam para a indústria têxtil e de confecção

O balanço que a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) faz para o desempenho do setor em 2007 contempla itens positivos, tais como o aumento do consumo no varejo; o desenvolvimento do Plano Estratégico para o Setor, para os próximos 15 anos; a parceria com a Receita Federal para inibir o comércio desleal; e o avanço do Programa Texbrasil pelo mundo.

Já nas perspectivas para 2008, há boas chances para evoluirmos nos acordos internacionais bilaterais e também para a manutenção do crescimento do consumo no país por conta d a elevação do nível emprego, renda e massa salarial.

Por outro lado, o saldo da balança comercial deverá permanecer em negativo, conforme previsão da Associação, em função das variáveis macroeconômicas negativas quando comparadas com os nossos principais concorrentes no mundo.

O setor apresentou no último ano (janeiro a dezembro de 2007) um faturamento estimado em US$ 34.6 bilhões. As exportações do setor atingiram cerca de US$ 2.4 bilhões e as importações US$ 3 bilhões, registrando um déficit da balança comercial de US$ 648 milhões.

As ações fundamentais em 2008 para fazer face aos desafios da competição envolvem iniciativas relacionadas à desoneração tributária, à manutenção ao combate à importação ilegal, a busca de acordos internacionais de acesso aos grandes mercados compradores, o fortalecimento da confecção brasileira e um incremento ainda maior das ações do Texbrasil, juntamente com a Apex.

Atualmente, a indústria brasileira ocupa a sexta posição no ranking mundial de produtores têxteis e confeccionados. Os investimentos têm gravitado em torno de US$ 1 bilhão/ano, em máquinas, equipamentos, tecnologia, design e pesquisa.

O setor também tem sido a verdadeira âncora da inflação, pois em mais de 13 anos de circulação do Real, a inflação medida pela Fipe foi pouco superior a 15%, contra uma inflação geral de mais de 170%. Ou seja, o setor investiu, modernizou-se e transferiu esses benefícios para o consumidor brasileiro, através de produtos de melhor qualidade e preços acessíveis a todas as camadas sociais.

Produção apresentou avanço no último ano

Embora tenha apresentado melhores resultados de produção e vendas do que o registrado no ano anterior, o setor têxtil e de confecção tem um potencial muito maior de crescimento desde que sejam criadas condições mais isonômicas de competição com seus concorrentes internacionais.

De acordo com a última pesquisa sobre Produção Física divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no acumulado do ano até novembro, a produção de vestuário recuperou-se e saiu dos 5,11% negativos para 4,53% positivos, na relação 2006/2007.

A produção têxtil registrou também crescimento para 3,49% em 2007, contra 1,54% em 2006. Esses números, apesar de positivos, ficaram aquém do potencial de crescimento da indústria em face de fatores negativos já registrados anteriormente, como carga tributária, câmbio, etc. No caso da indústria de confecção, o crescimento de 2007 não recuperou as perdas de 2006 e muito menos de 2005.

Geração de empregos

O nível de pessoal ocupado no segmento têxtil saiu de 1,24% negativo para 2,49% positivos, segundo registro do IBGE até outubro deste ano. No vestuário, o nível de ocupação permaneceu negativo, mas apontou -3,91% em 2007 contra -5,43% registrado em 2006. Apesar de o setor estar gerando mais empregos formais (segundo o Caged), as estatísticas do IBGE continuam mostrando redução no número de trabalhadores na indústria do vestuário.

A indústria têxtil e de confecção, um dos principais geradores do primeiro emprego no Brasil, tem uma base de mão-de-obra feminina da ordem de 75% do contingente total, dos quais 40% são chefes de família.

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