Eletros projeta recuparar negócios neste ano

Segundo Périco, também é esperada a recuperação das vendas de televisões convencionais (com cinescópio), consideradas difíceis de comercializar devido às mudanças tecnológicas.

Após registrar retração de 4,31% no faturamento acumulado em 2007, o setor eletroeletrônico da ZFM (Zona Franca de Manaus) projeta recuperar os negócios neste ano. O presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, disse que a expectativa de crescimento baseia-se na obtenção de resultados positivos na produção de televisores com tela de plasma e de LCD e de set-top boxes.
Segundo o representante da categoria, a abertura de linhas de crédito deve incrementar as vendas dos TVs top linha. “Além de o preço estar mais acessível, o comércio está facilitando a aquisição de televisores de LCD e plasma, estendendo, por exemplo, o prazo de pagamento”, informou.
Périco explicou que com o crescimento do consumo destes bens, conseqüentemente haverá maior demanda na indústria. Em 2007, os televisores com novas tecnologias representaram em torno de 10% das vendas de televisão do PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Outro fator que deve alavancar o segmento eletroeletrônico é a transição do sistema analógico para o digital em outras regiões do país. “O maior número de aparelhos capazes de captar o novo sistema vai motivar a compra de decodificadores e de TVs de LCD e plasma”, comentou.
O presidente do Sinaees afirmou que a conquista de um índice superior a 5%, considerando o mercado de televisores, deve ser o bastante para consolidar a retomada do setor.
Conforme Wilson Périco, também é esperada a recuperação das vendas de televisões convencionais (com cinescópio), consideradas difíceis de comercializar devido às mudanças tecnológicas. “A indefinição e a demora na disponibilidade do sistema digital de transmissão de TV brasileiro fez com que o consumidor adiasse a compra, motivando a queda do consumo deste produto”, informou.
O executivo afirmou que prevê crescimento na saída destes produtos, porém menos significativo se comparado aos resultados esperados com a comercialização dos televisores com tecnologia de LCD e plasma.
O presidente do Sinaees afirmou que apesar da visão otimista, os resultados não dependem somente da atividade industrial, mas da política econômica do país. De acordo com Périco, um ponto crítico enfrentado pelo setor é a concorrência com os importados. “O frete de produtos pequenos, principalmente de áudio, como DVDs e micro systems, possui custo menor, superando o valor dos aparelhos fabricados aqui”, comentou. Segundo Périco, esse também foi um dos motivadores do resultado negativo registrado pelo setor em 2007. “A nossa expectativa é que o governo federal crie mecanismos para coibir as importações”, afirmou.
De acordo com os indicadores de desempenho econômico do PIM, divulgado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), as indústrias do segmento eletroeletrônico contabilizaram receita de US$ 7.536 bilhões no ano passado contra US$ 7.876 obtidos em 2006.

Duas rodas está em alta

Apesar do decréscimo, o índice de 2007 foi o segundo maior dos últimos oito anos. Entretanto, a participação do eletroeletrônico no faturamento total do PIM (Pólo Industrial de Manaus) teve queda, passando para 29,35% no ano anterior, enquanto que chegou a 34,46% em 2006.
Em contrapartida, o pólo de duas rodas vem aumentando substancialmente sua participação na receita do Distrito Industrial. Em 2007, o montante acumulado pelos fabricantes de motocicletas (US$ 5.962 bilhões) representou 23,22% do faturamento da ZFM, alcançando a vice-liderança, que foi ocupada pelo setor de bens de informática durante o intervalo de 2000 a 2006.
Wilson Périco confirmou que as indústrias de motos devem ultrapassar o setor eletroeletrônico, abocanhando a maior participação no faturamento do PIM. “É um segmento em ampla ascensão, que vai se tornar em breve a principal atividade da Zona Franca, principalmente com a entrada de novas fábricas”, disse.
Conforme o presidente do Sinaees, a menor concorrência com produtos importados e por estar de fora da “g

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