Eletrodo pode transformar janelas em painéis solares

Cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, criaram um eletrodo transparente capaz de aumentar a eficiência da captação de energia de painéis solares feitos com perovskita, um mineral de óxido de cálcio e titânio com propriedades fotovoltaicas superiores às encontradas nas células de silício convencionais.

As células de perovskita oferecem uma alternativa promissora de uso em conjunto com células tradicionais, criando dispositivos mais baratos, eficientes e fáceis de produzir em grande escala, já que são semitransparentes e podem ser fabricadas em temperatura ambiente.

“Células solares transparentes poderiam algum dia encontrar um lugar de destaque nas janelas de casas e edifícios de escritórios, gerando eletricidade por meio da luz do sol, que certamente seria desperdiçada”, afirma o coautor do estudo, professor Kai Wang.

Durante os testes em laboratório, os pesquisadores conseguiram fazer eletrodos muito finos utilizando camadas atômicas de ouro. O material possui uma condutividade elétrica muito alta e não interfere na capacidade fotovoltaica das células para absorver a luz solar.

Ao usar o ouro como material condutor, as células solares de perovskita alcançaram uma eficiência energética de 19,8%, estabelecendo um novo recorde para um dispositivo semitransparente. Os cientistas também combinaram as células de perovskita com células de silício comuns e a eficiência dos painéis subiu para 28,3%.

Embalagens de grama prometem substituir quentinhas

Fibras de grama podem substituir plásticos e metais – Foto: Divulgação

Fibras de grama podem substituir plásticos e metais por um material 100% biodegradável e descartável nas embalagens de alimentos para viagem.

A ideia está sendo levada adiante pela Agência de Agricultura da Dinamarca, que reuniu academia, indústria e consumidores para desenvolver, demonstrar, testar e avaliar embalagens à base de fibras vegetais.

O foco está especificamente nas embalagens para alimentos para viagem, as chamadas quentinhas. O projeto começou com as provas de conceito, feitas em laboratório, está prosseguindo agora por testes em escala piloto e avançará até os ajustes necessários para a adaptação dos processos industriais necessários para que as “quentinhas de grama” cheguem ao mercado.

“Embalagens descartáveis feitas de grama trazem muitos benefícios ambientais. A embalagem será 100% biodegradável, então, se alguém deixar cair acidentalmente sua embalagem na natureza, ela se decomporá naturalmente,” destacou Anne Hastrup, diretora do Instituto Tecnológico Dinamarquês, que está coordenando o projeto.

Hastrup adianta que o objetivo é substituir totalmente as mais de 10.000 toneladas de embalagens para alimentos e bebidas para viagem usadas anualmente na Dinamarca. O uso exclusivo de embalagens de base biológica e biodegradável reduzirá as emissões de carbono da produção de embalagens em aproximadamente 210.000 toneladas de CO2 anualmente.

MIT desenvolve inteligência artificial para combate fake news na internet

Sistema de inteligência artificial pode ajudar a conter disseminação de informação falsa – Foto: Divulgação

Pesquisadores do MIT, nos EUA, desenvolveram um sistema de inteligência artificial que pode ajudar a conter a disseminação de informações falsas. A IA consegue detectar e analisar padrões relevantes de contas em redes sociais que são programadas para espalhar notícias alteradas ou fraudulentas na internet.

O programa de Reconhecimento de Operações de Influência (RIO em Inglês) é capaz de identificar automaticamente vários tipos de narrativas de desinformação e também descobrir quem são as pessoas que divulgam esse material na rede, utilizando algoritmos de modelagem de tópicos.

O projeto começou em 2014, durante estudos sobre como grupos maliciosos conseguem explorar perfis falsos nas redes sociais. O primeiro teste real de eficácia do RIO foi feito em 2017, durante as eleições francesas.

“Nos 30 dias que antecederam a eleição, nós coletamos dados de mídia social em tempo real para pesquisar e analisar a disseminação da desinformação. No total, foram 28 milhões de postagens no Twitter de 1 milhão de contas. Usando o RIO, nós conseguimos detectar contas que espalhavam mensagens falsas com 96% de precisão”, afirma um dos responsáveis pelo projeto, Steven Smith.

Foto/Destaque: Divulgação

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