Eleições em época de polarização

Quando se fala atualmente no Brasil sobre democracia, eleições e, sobretudo, referente à pauta do voto distrital misto, se presume de plano que o debate será acalorado e infelizmente levado ao campo das ideologias, algo que prejudica em muito o Brasil. 

Pois bem, uma das grandes propostas que podem favorecer as eleições vindouras, bem como a própria democracia, é o chamado voto distrital misto, um sistema muito interessante e inclusive muito divulgado pelo atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Luis Roberto Barroso.

Note-se que no atual sistema proporcional nem sempre os eleitos serão os mais votados, justamente em razão de que os votos de todos os candidatos serão do partido político. Exatamente por essas situações é que vemos candidatos que podem, por exemplo, conseguir 30 mil votos e serem eleitos deputados federais se a “conta eleitoral” lhes favorecer com votos de seus colegas também pretensos candidatos.

O famoso “puxador de voto”, ou “efeito Tiririca”, parece em nada contribuir com a democracia, vez que acaba levando nomes sequer conhecidos ou com ampla votação para dentro do cenário politico, ou seja, o eleitor não sabe em quem votou e o parlamentar não sabe quem representa, eis a antidemocracia, e, acredite, atualmente esse modelo está vigente no Brasil.

Atualmente, no Brasil, apenas senadores e cargos do Executivo são escolhidos nominalmente pelo eleitor; já os vereadores e deputados se encontram inseridos nesse sistema proporcional dependente da votação total do partido, a fim de obter seu lugar na política.

Contudo, embora seja evidente que o sistema do voto distrital misto traga uma melhor forma de representação política, há quem aponte como desvantagem a ausência de logística em dividir o território nacional em distritos; particularmente acredita-se que valeria a pena.

Atualmente presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Luís Roberto Barroso tem percorrido o Brasil com suas palestras, notadamente demonstrando sua preocupação com a democracia e, principalmente, com um sistema que melhor a represente no país. 

Percebe-se que discutir temas como eleições, democracia e o sistema do voto distrital misto no Brasil não deve ser de forma alguma algo polarizado, dotado de ideologias e com desrespeito às instituições. É preciso, sim, acalmar os ânimos e discutir o fim da polarização e a implementação de um projeto permanente em prol do país, e não, por exemplo, o fim das instituições constitucionalmente previstas, essas fundamentais em um Estado democrático de Direito.

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