Eleições atrasam a reforma tributária

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o Brasil possui uma carga tributária elevada e ineficiente, mas disse que o governo preferiu não correr o risco de aprovar uma reforma devido à proximidade das eleições. “É sempre difícil aprovar reformas e nos deparamos com a proximidade das eleições”, disse. “Poderíamos ter um monstrengo e seria pior a emenda que o soneto”, avaliou o ministro, que participou da reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), no Itamaraty.
O ministro afirmou que o governo tem feito desonerações recentemente. Em 2010, a projeção do governo é de que este alívio some R$ 53,59 bilhões. “Não foi tudo o que queríamos fazer, mas não foi mal”, afirmou. Ele disse ainda que, apesar do aumento da arrecadação, a carga tributária tem diminuído não só para as pessoas como para as empresas.
Mantega disse acreditar que o próximo governo terá uma proposta eficaz de desoneração que deverá ser acompanhada de uma reforma tributária. O ministro falou ainda sobre o déficit em transações correntes do país e apresentou uma perspectiva positiva. De acordo com ele, a partir de 2012, a economia mundial apresentará recomposição após os efeitos da crise financeira internacional e, com isso, o Brasil deve voltar a exportar mais. “Não vai para frente esse déficit em conta corrente”, disse.
Mantega disse que o governo anunciará, em breve, um programa de acompanhamento de custos e gastos. “Os gastos precisam ser mais bem avaliados”, admitiu. Ele disse que, apesar do aumento de salário concedido ao funcionalismo público, não há descontrole. De acordo com ele, em relação ao PIB, os gastos estão iguais ou inferiores ao passado. “O gasto que mais subiu foi o de transferência de renda para a população.”
Ele lembrou que, por causa da crise, o governo aumentou seus gastos no ano passado, mas que, em 2010, já foi retomada a trajetória de estancamento de gastos do País. “Vamos crescer com as contas públicas controladas e cumpriremos a meta de superávit primário de 3,3% do PIB”, disse. O ministro voltou a dizer que o Brasil terá este ano um dos menores déficits fiscais entre os países que compõem o G20. “A redução da dívida pública brasileira continuará em trajetória de queda. A situação fiscal confortável do Brasil é inegável.”
Comércio exterior – Mantega rebateu as críticas de que o Brasil está dando mais ênfase ao comércio exterior de produtos primários do que manufaturados. “Hoje, o que está dando mais dinheiro para o Brasil é o minério de ferro e não o setor siderúrgico”, afirmou.

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