15 de abril de 2021

Efeitos do combate à inflação serão sentidos, garante BC

O presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, disse ontem que os efeitos das medidas de combate à inflação serão ainda mais visíveis no quarto trimestre deste ano, quando as taxas ficarão bem menores do que no mesmo período do ano passado.

O presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini, disse ontem que os efeitos das medidas de combate à inflação serão ainda mais visíveis no quarto trimestre deste ano, quando as taxas ficarão bem menores do que no mesmo período do ano passado.
Segundo ele, a política de elevação da taxa básica de juros, a Selic, adotada no início do ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária), vem surtindo efeito e conduzirá a inflação para o centro da meta [4,5%] em 2012. “Esse processo vem assentando as bases para que a inflação convirja para o centro da meta no ano que vem”, assinalou.

Cenário internacional

Alexandre Tombini afirmou ainda que seja qual for o desdobramento das questões relacionadas aos EUA, especialmente as que se referem aos temas fiscais, há perspectiva de menor expansão da economia norte-americana no médio prazo, o que traria efeitos sobre a economia mundial.
Segundo o presidente do BC, o Brasil está forte para enfrentar os desafios do cenário internacional, pois possui demanda doméstica robusta, sistema financeiro vigoroso, entre outras condições. Ele citou ainda a solidez das contas externas, mencionando, especificamente, o nível de reservas cambiais (US$ 346,14 bilhões em julho), observando que o nível é superior ao registrado antes da crise de 2008. Tombini, contudo, afirmou que caso o cenário internacional imponha dificuldades à economia brasileira, o BC está preparado para adotar medidas com o intuito de proteger ao máximo a economia nacional.
O presidente do BC deu também um recado a especuladores que apostam na valorização contínua do real ante o dólar. Para ele, a força da moeda brasileira ocorre por fatores estruturais relacionados ao bom desempenho dos últimos anos da economia doméstica, “que cresce com vigor e com inflação sob controle”. Por outro lado, ele também ressaltou que o dólar nos EUA passa por um período de pressão e desvalorização em nível global. Contudo, também destacou que há investidores interessados no fortalecimento conjuntural do câmbio. “Não somos ingênuos, há também pressão de posições alavancadas. O Brasil é polo de atração de investimento de longo prazo e especulação de curto prazo”, concluiu

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