Efeitos de crise americana ainda são incertos

A avaliação é do Banco Central brasileiro, que diz acreditar que o grupo dos países emegentes será um importante contraponto a uma possível desaceleração na maior economia do mundo.

“A situação nos mercados interbancários das economias maduras ainda não se norma-lizou, e os desdobramentos dessa crise sobre a economia real ainda estão se materializando e são de magnitude ain-da não totalmente conhecida –em especial seus efeitos sobre o crescimento da economia dos EUA e, em menor escala, das economias européias”, relata a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, divulgada na quinta-feira.

Para o BC, a principal discussão hoje é sobre o “timing” e a magnitude das reduções das taxas de juros nos EUA. No mês passado, o Fed (Fe­deral Reserve, o Banco Central dos EUA), reduziu os juros em meio ponto percentual, para 4,75% ao ano. A próxima reunião ocorre nos dias 30 e 31 de outubro. A autoridade monetária acredita ainda na aceleração das economias européia e asitática.

“Na Europa e nas grandes economias asiáticas, a atividade econômica continua robusta, a despeito do aumento do risco de desaceleração, de um lado causado pelo que pode ocorrer com o cenário macro­econômico nos EUA e de ou­tro, pelo impacto das dificuldades do setor imobiliário americano sobre instituições financeiras e das condições de crédito nessas regiões”.

Segundo a ata do Copom, as economias emergentes têm sido um contraponto à desaceleração dos Estados Unidos e considerou como rápida a recuperação dos ativos brasileiros após as turbulências nos mercados internacionais nos meses de julho e agosto.

“Nesse contexto, cabe adicionar que o atual vigor das economias emergentes tem se constituído em importante contraponto à desaceleração da economia dos EUA.

Trajetória de crescimento

A economia brasileira, especificamente, não parece ter sido impactada de forma signifi­cativa pela turbulência recente e deverá continuar em sua trajetória de crescimento, sustentado essencialmente pela demanda doméstica, ao longo dos próximos trimestres”, relata o documento.

A opinião do BC é diferente da emitida pelo economista Barry Eichengreen, pro­fessor da Universidade da Califórnia e ex-conselheiro do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Para ele, os países emergentes irão sentir os efeitos de uma possível recessão da economia norte-americana, já que eles deixariam de ser beneficiados pelo atual preço das commodities em níveis elevados.

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