Efeito La Niña pode reduzir safrinha de milho

O excesso de chuvas em fevereiro e o aumento de até 85% dos fertilizantes pode comprometer a produção. Os altos preços do milho não devem garantir o tão esperado aumento da safra de verão da cultura, isso em função dos riscos produzidos pela El Niña (fenômeno climático responsável pelo resfriamento do Pacífico com influência direta na incidência de chuvas) que diminui o tempo necessário para o plantio. No ano passado o Brasil colheu 9,8 milhões de toneladas na safrinha de milho e a expectativa para esse ano era a de que esse volume chegasse até 15 milhões de toneladas.
Para José Amaral, analista da Scot Consultoria, as atenções do agricultor devem estar voltadas para a questão climática já que ela pode promover altas significativas no custo de produção e interferir diretamente na produtividade. “Os reflexos da La Niña já começam a aparecer e a projeção para a safrinha tende a diminuir”, afirmou.
O analista destacou que a cadeia produtiva do milho não está tão rentabilizada quanto se avalia levando em conta apenas a cotação atual da commoditie. “A maioria dos produtores comprometeu parte da produção em troca de insumos e quando fizeram esse compromisso fecharam o valor quando o preço não estava tão alto”, avaliou Amaral.
“Isso aliado à queda do dólar e a alta dos fertilizantes, que estão com os preços até 85% mais altos que no mesmo período do ano passado, torna o produtor menos capitalizado e motivado para produzir a safrinha”, disse.
Comercialização
de produtos
As exportações da safrinha também podem se reduzir este ano. O mercado está a espera do número de produção da safra de milho européia que no ano passado também foi prejudicada por problemas climáticos. Esse volume deve ser estimado apenas em agosto quando a safrinha brasileira começa a ser colhida. “Temos que ver o tamanho da safra européia, se ela estiver nos mesmos patamares anteriores as do ano passado a exportação da safrinha brasileira poderá ser menor e o seu preço também pode ficar comprometido”, explicou o analista de mercado da Agência Rural, Fernando Muraro.
Em razão dessas interferências climáticas o Ministério da Agricultura já declarou que irá prorrogar o zoneamento agrícola do milho safrinha no Paraná.

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