Efeito do ‘Minha Casa 2’ é tímido, diz Sinduscon

Embora o programa “Minha Casa, Minha Vida” tenha dado uma turbinada nesta segunda etapa, com a meta de construir 2 milhões de moradias até 2014, o dobro do que foi contratado na primeira fase, a fatia parcial destinada ao Amazonas não causa muitos ‘urros’ pelas indústrias de construção civil da região.
De acordo com anúncio do governador do Amazonas, Omar Aziz, nos próximos dois anos o programa deve contemplar a construção de 10 mil imóveis para a população de baixa renda somente no interior do Estado. Segundo o vice-presidente do Sinduscon/AM (Sindicato das Indústrias de Construção Civil do Estado do Amazonas), Frank do Carmo, este aumento não é tão expressivo.
Contudo, segundo assessoria da Suhab (Superintendência Estadual de Habitação), apesar das metas para o Amazonas ainda estarem em processo de definição, a proposta é que, assim como a tendência nacional, se dobrem os números de moradias da primeira etapa (22 mil).
Mesmo com as expectativas para o aumento nas vendas de materiais de construção, principalmente de cimento, cuja fábrica está instalada no PIM (Polo Industrial de Manaus), o dirigente declara que o programa, em termos de faturamento, não deve refletir de forma significativa nos resultados da indústria e, consequentemente, no preço dos produtos.
No entanto, em virtude da alta na inflação, o custo das mercadorias já sofreu uma elevação este ano. Em maio, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) registrou inflação de 1,50% no setor, enquanto em abril esta taxa era de 0,48%.
O vice-presidente do Sinduscon/AM afirma que o preço do metro quadrado dos imóveis chegou a crescer 20% e os materiais já sofreram reajuste de 6,7%.

Outras fábricas

Em 2009, tanto empresas do Equador quanto de Bolívia já sinalizavam interesse em comercializar cimento no Estado, o que era apontado como o primeiro passo para a instalação de outras fábricas da mercadoria na capital amazonense.
Contudo, o representante do sindicato patronal afirma que a demanda anotada pelas indústrias de construção civil do Amazonas não é suficiente para atrair novas empresas. Do Carmo comenta que, atualmente, a demanda por cimento varia entre 66 mil e 72 mil pedidos por mês. Segundo ele, para justificar a implementação de novas indústrias, este número deveria aumentar de 30% a 40%.

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