29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Educação técnica garante mais vagas no PIM

A falta de mão de obra qualificada teve um agravamento em 2014, o que obrigou empresas a procurarem talentos em escolas de cursos técnicos. Este segmento de ensino seja para quem busca uma primeira formação ou mesmo para quem deseja mudar de carreira, pode garantir mais chances de emprego em 2015. Além de acelerar a entrada no mercado de trabalho, a formação técnica oferece oportunidade de capacitação de curta duração e supre uma crescente demanda por profissionais qualificados e especializados. Esse cenário tem refletido na procura dos cursos nas instituições de ensino de todo o país.
Segundo a diretora geral da Educação Profissional do CEL (Centro de Ensino Literatus) Amanda Estald, este perfil de formando é o mais procurado pelo PIM (Polo Industrial de Manaus). “A formação técnica, diferente da acadêmica, aponta direto para a prática, o que supre necessidades imediatas, sendo de grande busca pela indústria. Percebemos este nicho e o incluímos em nosso planejamento”, conta. “Além disso, há também muitos profissionais que já atuam na área, porém não possuem a formação, e através da capacitação eles podem comprovar o conhecimento e, ainda, conseguir uma promoção”, disse Amanda.
Em Manaus, o CEL Educação Profissional, há três anos vem suprindo esta demanda do mercado de trabalho. Após dois anos focados na área de saúde, os próximos passos serão em direção à indústria. Os novos cursos da instituição voltados ao PIM, abrangem Segurança do Trabalho, Qualidade, Contabilidade, Logística, Edificações e Recursos Humanos. No último semestre do ano passado, o CEL formou 406 alunos, conseguindo encaminhar para emprego 178 na área de formação e 200 em outras áreas, mas não tão distantes da escolhida.
Os dados são do Núcleo de EmpregueHabilidades, departamento da instituição que funciona além do encaminhamento ao mercado de trabalho, explica Amanda Estald. “Não queremos apenas formar e indicar ao trabalho, temos no Núcleo uma política de acompanhar os egressos por mais dois anos, monitorando novos cargos, aumento de salários e outros avanços na carreira”, resume a professora.
A formação técnica do CEL também aposta nas habilidades comportamentais, estimuladas no Núcleo. Estas habilidades, constam entre as demandadas pela indústria e pelos profissionais de RH. “Se contrata pelos currículos técnicos, mas se demite ou admite mais pelo comportamento. Os bons comportamentos são trabalhados aqui,” explica.
A formação de nível técnico vem sendo estimulada desde a adolescência, já pensando nas futuras demandas do mercado. “Os jovens têm procurado a formação técnica profissional cada vez mais cedo. Um dos fatores de atração é a rápida inserção no mercado de trabalho. Um exemplo é o que acontecia no PIM, um novo funcionário precisava começar em cargos mais baixos até atingir aquele de formação. Com o ensino técnico se pulam estas etapas”, disse.

Mais chances
As chances do ensino técnico também se estendem a adultos com mais idade. A busca por uma maior renda e a vontade de recuperar o tempo perdido também são atraentes. “Gente que trabalhou em casa por boa parte da vida e se sente ainda com disposição para produzir, tem buscado este segmento de ensino. Voltar aos bancos escolares tem sido uma boa e rentável opção”, afirma Amanda.

Valorizados
Essa valorização comprova a importância que o mercado está dando aos profissionais com esse tipo de formação, afinal, depois do chamado apagão de mão de obra qualificada, eles são mais necessários do que nunca. Para se ter ideia, uma recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas em algumas situações este profissional obtém melhores salários do que os pagos para profissionais graduados, e sua remuneração têm uma média inicial entre dois e quatro salários mínimos. Outro sinal de valorização é o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) do governo federal, que vem dando continuidade a outras ações profissionalizantes. Para o ano de 2015 o governo federal tem a expectativa de ampliar os cursos e chegar a marca de 8 milhões de inscritos nos cursos técnicos e profissionalizantes.

Artur Mamede
[email protected]

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