Posse de secretários vira ato de campanha em SP

A posse dos novos secretários do governo do presidenciável Eduardo Campos (PSB-PE) ontem virou um ato de campanha com direito a prestação de contas, promessas e exaltação da administração pessebista. No auditório lotado e com direito a intérprete de libras (Linguagem Brasileira de Sinais), o mais novo aliado do governador, o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra sentou-se na primeira fila.
Os tucanos ganharam a Secretaria de Trabalho e a presidência do Detran. Dos principais partidos que faziam oposição a Campos nas eleições de 2006, apenas o DEM ainda não aderiu ao governo. O PMDB do senador Jarbas Vasconcelos aliou-se em 2012.
Ex-ministro do governo Lula, Campos rompeu com a gestão Dilma Rousseff e deve ser o candidato do PSB na disputa pela Presidência neste ano.
No evento de hoje, o primeiro discurso foi feito pelo deputado estadual Isaltino Nascimento, que deixou o PT no ano passado para entrar no PSB. Ele se demitiu do comando da Secretaria de Transportes para disputar novamente uma vaga na Assembleia.
Após elencar iniciativas dos sete anos de governo Campos e afirmar que “outros governos vieram beber na fonte”, Nascimento disse que o presidenciável “ousou e ousa” fazer uma administração que atende às reivindicações feitas nos protestos do ano passado.
“Certamente, essa experiência pernambucana, o povo brasileiro há de considerar”, disse o ex-petista.
João Bosco de Almeida, ligado ao PSB, assumiu a recém-criada Secretaria de Infraestrutura. Ele estava sem cargo desde que deixou a presidência da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), depois que o PSB resolveu entregar os cargos que tinha no governo Dilma Rousseff.

Modelo
Em uma fala de pouco mais de 20 minutos, Campos disse saber separar eleição de administração, mas também adotou discurso político para justificar a aliança com o PSDB de Pernambuco e para afirmar que é possível “fazer mais e melhor”.
“O que está em jogo este ano não é uma eleição ou duas eleições. Está em jogo o futuro do povo brasileiro. É saber se a gente vai preservar o que nós construímos ou se vamos permitir que seja destruído o que foi construído com tanto esforço”, afirmou.
Em Pernambuco, os três principais oposicionistas a Campos são deputados estaduais do PSDB. O novo aliado deixou os parlamentares livres para continuar ou não a linha oposicionista. A bancada tucana na Assembleia do Estado soma seis políticos.
Ele alfinetou os petistas. “Não podemos ficar achando que está tudo uma beleza porque nós sabemos que não está tudo uma beleza”, disse.
Campos afirmou ainda que é um político que respeita adversários. “O Brasil tem clareza que é preciso superar a celebração à mediocridade”, afirmou.

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