EDP no Brasil cresce 6,5% no 1º trimestre

A EDP, subsidiária brasileira do grupo português EDP, alcançou resultados financeiros positivos no segundo trimestre deste ano. A empresa encerrou o período registrando Ebitda (resultado antes dos juros, impostos, resultados financeiros, resultado não operacional, depreciação e amortização) de R$ 344,1 milhões, acréscimo de 6,5% em relação ao segundo trimestre de 2008.
“O saldo favorável é decorrente principalmente de maior eficiência do grupo na redução de gastos gerenciáveis, que contabiliza o sexto trimestre mantendo uma escala de redução consecutiva”, explicou o diretor-presidente, António Pita de Abreu.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,11 bilhão, redução de 1% ante o mesmo trimestre de 2008. Essa pequena queda é explicada basicamente pela saída da Enersul do portifólio da área de distribuição da empresa. Em contrapartida, a área obteve um avanço proveniente de 0,6% de aumento no volume de energia vendida a clientes finais e ainda do reajuste de tarifas das distribuidoras do grupo, que ocorreram em agosto e outubro de 2008, respectivamente.
A área de geração também contribuiu para o bom desempenho da receita líquida, em virtude do crescimento de 29,3% no volume de energia vendida e do aumento de 4,2% no preço médio de energia, conseqüência dos reajustes de contratos de venda de energia.
Houve ainda a participação relevante da área de comercialização, que registrou trimestre recorde em venda de energia, com um aumento de 14,5% em relação ao segundo trimestre de 2008. “Neste trimestre focamos a comercialização em mercado de curto prazo, uma estratégia adotada para acompanhar a recuperação de alguns setores da economia”, afirmou Abreu.
Os gastos gerenciáveis consolidados, excluindo depreciação e amortização, reduziram 12,2% em relação ao segundo trimestre de 2008, resultado do controle de custos nas empresas do grupo, com redução nos gastos com pessoal, materiais e serviços de terceiros. Além disso, há o impacto da finalização da operação de permuta de ativos (Enersul e Lajeado), que gerou uma economia de R$ 51 milhões.
Neste segundo trimestre, o lucro líquido consolidado totalizou R$ 212,5 milhões, acréscimo de R$ 212 milhões em comparação ao mesmo período de 2008, quando foi reportado apenas R$ 507 mil, devido ao efeito negativo de R$ 129 milhões referentes à amortização do ágio da Enersul. O lucro líquido deste segundo trimestre contempla o resultado positivo de R$ 121,0 milhões da alienação da ESC 90. Excluindo o efeito do resultado de 2008, o lucro líquido do segundo trimestre de 2009 apresentaria um aumento de 64%.

Investimentos e geração de energia

Neste segundo trimestre, os investimentos totalizaram R$ 188,2 milhões, saldo 4,4% menor em comparação ao desembolsado pela companhia em igual trimestre de 2008. Os recursos foram distribuídos entre geração (47%) e distribuição (52%).
A maior parte dos valores destinados à área de geração foi reservada à conclusão das obras da PCH (Pequena Central Hidrelétrica) Santa Fé (ES) e para a construção de Pecém Energia (CE). Para a área de distribuição, neste segundo trimestre, foram destinados R$ 98,1 milhões, usados, principalmente, para melhoria nas redes das distribuidoras do grupo e na plataforma comercial de suporte às atividades das distribuidoras.
No segmento de geração, durante o segundo trimestre, o volume de energia vendida pelas usinas alcançou 1.846,3 GWh, avanço de 29,3% em relação aos 1.428,2 GWh vendidos no segundo trimestre de 2008. O saldo reflete a consolidação da energia vendida pela Lajeado Energia e Investco (+474,8 GWh), que está contabilizada desde setembro de 2008, além do início de entrega de energia pela PCH Santa Fé (+33,7 GWh), em pleno funcionamento desde junho passado.
O plano de negócios da empresa prevê que este crescimento na capacidade de geração ampliará, até 2012, a capacidade instalada total para 2.116 MW.

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