Editorial: Prefeituráveis e o vazio das propostas sobre o drama da educação em Manaus

Apesar de todos se dizerem preocupados e prometerem construir ninguém sabe quantas escolas de tempo integral e creches, a verdade é que os candidatos à Prefeitura de Manaus não conseguem emplacar na mídia eletrônica propostas consentâneas aos reais interesses do professorado da capital, e tampouco sabem propor soluções plausíveis sobre como livrar as crianças da sedução das drogas.
Até agora, o assunto é vazio, todos insistem que falta isso e aquilo, mas propostas concretas envolvendo a elevação da qualidade do ensino fundamental e médio, com melhoria das condições salariais e de trabalho, nada. Deveriam relevar a situação do ensino médio do país, que teve a nota média de 3,7, com índices absurdos de evasão e repetência, de acordo com os números do último Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
Para resolver a situação, o MEC propõe o agrupamento de disciplinas em quatro grandes áreas do conhecimento, garantindo os jovens nas escolas, enquanto os educadores defendem a massificação do ensino técnico e mais liberdade para os estudantes escolherem seus cursos, paralelamente à ênfase nas disciplinas de português e matemática como referências de fortalecimento da educação média.
A boa colocação de Manaus no Ideb não quer dizer que chegamos ao paraíso, considerando a preocupante escalada do tráfico de drogas principalmente em escolas das zonas norte e leste. Ali o tráfico estimula a violência e alicia crianças para o seu milionário mercado de terror. As consequências: menores hostilizando professores nas salas de aula e ignorando os valores da família, seguindo as cartilhas dos traficantes.

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