Editorial – Indústria da borracha volta a produzir lucro e mostra viabilidade

O Teatro Amazonas, o prédio da Alfândega e o porto do Roadway são as provas cabais da potencialidade da indústria da borracha, que foi capaz de construir tais monumentos no meio da floresta Amazônica. O ressurgimento dessa indústria em nosso Estado, que em 2009 cresceu 130%, em relação a 2008, e faturou R$ US$ 3.93 milhões é um sinal de que a região pode se desenvolver de forma sustentável e sem agredir o meio ambiente.

A extração do látex é uma atividade sustentável que gera emprego e renda nas comunidades do interior do Amazonas. Longe no passado está a imagem do seringueiro escravo do barracão nos distantes seringais, levando uma vida miserável e enriquecendo os grandes barões da borracha. Hoje, a atividade rende lucro aos coletores do látex, que recebem o preço mínimo de R$ 4,20 por quilo de borracha, pagos pelos governos federal e estadual para incentivar a produção.

A garantia do preço mínimo é um estímulo para que os seringueiros voltem aos seringais abandonados desde quando a atividade deixou de ser rentável, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Foram anos de marasmo, com produção estagnada por falta de incentivos governamentais e uma produção racional dos países asiáticos, que derrubaram os preços. Somado a isso também surgiu a borracha sintética, mas a demanda pelo produto natural nunca deixou de existir.

Atualmente, a realidade no setor é bem diferente e apresenta vantagens enormes à produção local. Em 2009, houve aumento de 15% na demanda industrial e, como consequência dessa necessidade de mercadoria, foram criados 620 novos empregos. Mesmo assim, os comerciantes de borracha estimam uma demanda reprimida de 230 toneladas, que poderiam ser colocadas no mercado se mais gente se interessasse na coleta do látex.

A indústria da borracha mostra suas potencialidades e espera mais investimentos para aumentar a produção e conquistar maiores fatias nesse mercado. Também há de se exigir o recurso de novas técnicas de extração e mesmo de plantio. A produção racional na Amazônia não prosperou por causa das características da floresta amazônica, mas com tecnologia adequada, até mesmo esse problema há de ser superado.

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