Editorial: A ZFM e a necessidade

A Adin impetrada pelo governo de São Paulo junto ao Supremo Tribunal Federal questionando a excepcionalidade dos incentivos fiscais à Zona Franca de Manaus obriga a sociedade amazonense à reflexão fria e realística. Polêmicas jurídicas à parte, o fato é que a Adin paulista induz reflexão sobre a falta de projetos econômicos alternativos que possam substituir o modelo de exceção implantada pela Ditadura Militar em 1967 no Amazonas.
Será que não existe vida fora das linhas de montagem das fábricas do PIM? A atitude do governador Geraldo Alckmin é um alerta sobre a fragilidade do modelo ZFM, em função da evolução tecnológica do mundo e à mercê dos interesses dos grandes grupos inseridos no processo de economia global dos novos tempos.
O Estado do Amazonas precisa sair da sua zona de inércia. Onde estão as cabeças pensantes? Onde estão os cérebros capazes de ver para além de tablets e vislumbrar, por exemplo, a possibilidade de um grande polo de biocosméticos aproveitando os recursos da rica biodiversidade do Estado?
O atual modelo deve, sim, ser questionado, até porque ao longo de décadas não se investiu um centavo sequer em infraestrutura para fortalecê-lo e dinamizá-lo. É preço agir e pensar com a força de um Ajuricaba para vencer a dependência do modelo que se abala com um simples “espirro” de qualquer ministro de Brasília, ou com atitudes planejadas na “garoa” de uma “Sampa desvairada”.
É preciso considerar que temos piscicultura, fármacos e riquezas minerais em abundância, faltando competência governamental e sensibilidade para seguirmos os versos da canção imortal de Geraldo Vandré: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

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