Editorial: A Adin de São Paulo, a crise do PIM e a omissão da bancada federal no Congresso

Discursos inflamados marcaram a sessão de ontem da Assembleia Legislativa, engrossando a insatisfação manifestada pelo governador do Estado, Omar Aziz, contra as Ações Diretas de Inconstitucionalidade interpostas pelo governo de São Paulo no Supremo Tribunal Federal contra os Estados do Amazonas, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Bahia.
A bancada situacionista, de forma unânime, repudiou a atitude do governador Geraldo Alckmin, pedindo a suspensão de normas permitindo a liberação de incentivos fiscais relativos à desoneração de ICMS sem autorização do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária).
O gesto de Alckmin agride as vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus e, portanto, constitui atitude hostil só comparável a do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que há dois meses garantiu à senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) a adoção de medidas urgentes, capazes de amenizar a crise que assola o polo de duas rodas do PIM e aplacar o clima de demissões que já atingem 20 mil trabalhadores, relegados à própria sorte.
Seria bastante oportuno a Aleam também encaminhar Moção de Repúdio ao Palácio do Planalto protestando contra o recente pacote de concessões de estradas e ferrovias anunciado pela presidente Dilma Rousseff, que discrimina o Amazonas. O tal pacote não resultou em um centavo sequer para a rodovia 319. E o pior de tudo foi o absoluto silêncio da bancada federal do Estado no Congresso contra o absurdo, um silêncio que pode custar caro a uma senadora e dois deputados federais que disputam as eleições majoritárias em Manaus.

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