19 de abril de 2021

Editora é processada por Yeda Crusius

A governadora do Estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, ajuizou ontem (29) ação por dano moral contra a Editora Abril, em face de matéria publicada pela revista Veja

A governadora do Estado do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, ajuizou ontem (29) ação por dano moral contra a Editora Abril, em face de matéria publicada pela revista Veja.
Simultaneamente, Tarsila Crusius – filha de Yeda – ajuizou ações reparatórias contra os jornalistas Ricardo Noblat e André Machado, e os jornais Zero Hora, O Globo e O Estado de S. Paulo.
Alguma das ações – ajuizadas ontem no Foro Central de Porto Alegre, mas ainda sem distribuição – se relacionam com a alegada exposição considerada indevida da imagem dos filhos de oito e onze anos de Tarsila, que teriam sido colocados em situação vexatória. As fotos questionadas são da cobertura jornalística de uma manifestação de professores, liderada pela presidente do Sindicato dos Professores do RS, Rejane Oliveira, realizada em frente à residência da governadora, em julho deste ano.

Situação vexatória

Os jornais mencionados e um site publicaram fotos dos netos de Yeda aparecendo situados atrás das grades da casa da governadora, o que foi considerado uma situação vexatória, por não haver preservação da identidade das crianças.
Também foi ajuizada uma ação por dano moral pela governadora Yeda Crusius contra o ex-diretor do Detran Sérgio Buchmann. O processo tramita na 8ª Vara Cível de Porto Alegre e já foi ontem (29) despachado pelo juiz Pedro Luiz Pozza, que determinou a citação do réu para contestar em 15 dias. (Proc. nº 10902648849).
De curta passagem (dois meses) na direção do Detran em 2009, Buchmann relatou à imprensa – dias antes de ser demitido – que na noite fria de 14 de julho, teria recebido (“fora de hora”) uma visita do chefe de gabinete do Piratini, Ricardo Lied. Este estaria em companhia do delegado Luiz Fernando Martins de Oliveira, do Denarc (Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico).

Quase preso

O motivo alegado da visita seria o de avisar Buchmann de que um filho dele estaria prestes a ser preso em flagrante por uma questão envolvendo drogas. Segundo os registros da imprensa na época, se o objetivo era preservar o rapaz, evitando que um desfecho violento na operação policial, o próprio delegado poderia ter feito a visita.
Mas, “a presença de um hierarca do governo pode ter sido uma armadilha e uma tentativa de coação”, segundo palavras do próprio Buchmann. O motivo seriam os negócios de Estado por meio do Detran-RS, incluindo a badalada dívida de R$ 16 milhões com a prestadora de serviços Atento S/A que Buchmann, assim como sua antecessora demissionária Stela Maris Simon, se negaram a pagar.
Poucos dias depois, em decisão liminar proferida no dia 11 de agosto, a juíza Marilei Lacerda Menna, da 7ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, proibiu o Estado do RS e o Detran-RS de reconhecerem a dívida de R$ 16,238 milhões, cobrada pela Atento Service e Logística Ltda para depósito e guarda de veículos apreendidos por autoridades policiais/judiciais. A ordem foi expedida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual do RS. A magistrada reconheceu indicativos de irregularidades e ilegalidades apontadas pelo MPE-RS, “que comprometem a lisura dos contratos e termos firmados” entre a empresa Atento, o Estado e o Detran/RS.

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