Economistas voltam a reduzir previsão para a inflação

A pesquisa semanal do Banco Central sobre os indicadores da economia aponta nova expectativa de queda da inflação neste ano e redução na previsão de crescimento do país em 2009.
Os economistas ouvidos pelo Banco Central reduziram, pela quinta semana seguida, a previsão para a inflação em 2008. A expectativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano, que serve como meta de inflação, caiu de 6,34% para 6,32%. Há quatro semanas, estava em 6,54%.
O teto da meta de inflação para este ano é de 6,50% (meta de 4,5% com dois pontos percentuais de tolerância para cima e para baixo).
Para 2009, foi mantida a previsão para o IPCA em 5%.
A estimativa para a inflação para os próximos 12 meses teve pequena oscilação, de 5,25% para 5,26%.

Taxa de juros

A previsão de inflação vem caindo desde que o BC intensificou o ritmo de aumento da taxa básica de juros, a Selic. Desde o início do ano, a Selic já subiu de 11,25% para 13% ao ano. Para a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), no dia 10 de setembro, foi mantida a aposta de uma alta de juros para 13,75% ao ano.
Em relação ao fim do ano, os economistas esperam que a taxa básica termine 2008 em 14,75% ao ano, mesma previsão da semana passada. Para o final de 2009, se espera um recuo da taxa para 14% ao ano.
Com os juros mais altos, os economistas que participam da pesquisa do BC reduziram as expectativas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no próximo ano de 3,65% para 3,60%. Para 2008, foi mantida a previsão de 4,8%.
Em relação a outros índices de inflação, também houve queda nas previsões para 2008. A expectativa do mercado para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) caiu de 10,38% para 10,31%; e o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) teve a previsão reduzida de 10,73% para 10,37%.
Apenas a expectativa para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica) subiu, de 6,44% para 6,47%. Para 2009, a previsão para o IGP-M caiu de 5,50% para 5,48%.
A do IGP-DI recuou de 5,30% para 5,29%. Para o IPC-Fipe, passou de 4,67% para 4,64%.

Outros indicadores

A estimativa para o dólar teve aumento de R$ 1,62 para R$ 1,63 no final deste ano. Para dezembro de 2009, a previsão passou de R$ 1,72 para R$ 1,73.
A estimativa para o saldo da balança comercial em 2008 subiu de US$ 23.3 bilhões para US$ 23.5 bilhões. Para 2009, caiu de US$ 14.75 bilhões para US$ 14.25 bilhões.
A expectativa para o déficit em conta corrente neste ano subiu de US$ 25.5 bilhões para US$ 26.4 bilhões.
Para 2009, ficou estável em US$ 34.80 bilhões em 2009.
Subiram as expectativas de investimentos estrangeiros diretos de US$ 34.5 bilhões para US$ 35 bilhões (2008).
Já para o próximo ano (2009), foi mantida a previsão de US$ 30 bilhões. A previsão para a relação dívida/PIB neste ano subiu de 40,50% para 40,55%. Para 2009, subiu de 39,47% para 39,50%.

Inflação semanal

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), da FGV (Fundação Getulio Vargas), registrou alta de 0,14% no período até o último dia 31, uma nova queda de 0,10 ponto percentual em relação ao índice anterior, 0,24%.
Foi o menor resultado desde a primeira semana de março de 2008, quando o índice registrou variação de 0,11%.
O grupo Alimentação teve novo recuo, de -0,45% para -0,71% (foi a sétima semana consecutiva de baixa); foi a menor taxa desde a primeira semana de julho de 2006 (-0,89%). As principais contribuições para o recuo foram hortaliças e legumes (-7,08% para -8,54%), arroz e feijão (-1,76% para -3,49%), laticínios (-0,84% para -1,39%) e carnes bovinas (-0,41% para -0,51%).
Os grupos Habitação (0,85% para 0,72%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,43%) também recuaram, com destaque para tarifa de telefone fixo residencial (2,67% para 2,11%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (0,60% para 0,23%).

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