18 de abril de 2021

Economistas mantêm otimismo em abril e cautela em relação ao futuro

O Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia, calculado pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), registrou alta de 0,9% em abril em relação a março

O Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia, calculado pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) em parceria com a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), registrou alta de 0,9% em abril em relação a março. Com a variação, o índice geral passou de 109 pontos para 110. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o indicador marcava 83,7 pontos, o impulso foi mais expressivo, 24%.
A análise dos sub-índices revela que, em abril, os economistas estão 3% mais confiantes na situação econômica atual e 0,8% mais desconfiados quanto ao futuro da economia. No entanto, Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomercio, destaca que o desencontro não preocupa, já que ambos permanecem acima dos 100 pontos em uma escala que vária de zero a 200. “O momento atual registra 103,8 pontos e o Futuro, 116,3, um resultado que denota otimismo”, assinalou.
Dietze também afirma que o cenário internacional tem transmitindo mais segurança, sendo que, em abril, os especialistas em economia acreditam em um panorama favorável ao crescimento, principalmente no futuro imediato. “Essa segurança é uma mostra de como o país se fortaleceu nos últimos anos. Mesmo com a situação da Europa, estamos tranquilos”, comentou, fazendo a ressalva de que, no período de coleta dos dados, chegaram notícias positivas da Grécia, fato que colaborou para o resultado.
Dos nove itens avaliados pelo ISE em abril, o Cenário Internacional foi aquele que apresentou a maior alta, 8% na comparação com o mês anterior, mas outros cinco quesitos também demonstram a confiança dos economistas. São eles: Nível de Emprego, Oferta de Crédito ao Consumidor, Salários Reais, Taxa de Câmbio e Nível de Atividade Interna – PIB.
Para Dietze, o resultado do ISE se deve à recuperação da produção industrial, ao aumento das vendas no varejo e, principalmente, à melhora nos níveis de emprego e renda. Contudo, ainda existem fatores que merecem atenção. “A Taxa de Câmbio, com 101,6 pontos, está no limite entre otimismo e pessimismo. Os economistas acreditam que o patamar é inadequado para a economia, mas antevêem melhora nos próximos 12 meses”, ponderou.

Inflação e juros

O assessor econômico da Fecomercio revela ainda que, na opinião dos economistas, gastos públicos, inflação e taxas de juros estão freando o crescimento brasileiro. O aumento de preços, ainda que devido a fatores sazonais, reduz o poder de consumo das famílias e, por isso, preocupa os economistas. Além disso, com a recente alta da Selic, agora em 9,5% ao ano, as dívidas públicas também irão gerar mais gastos para a já inchada maquina pública, deixando alerta até aqueles favoráveis à decisão do Banco Central.
O ISE registra três meses de melhoras consecutivas na percepção dos economistas e se mantêm no patamar de otimismo desde setembro de 2009. “A tendência é que o bom humor se mantenha no próximo mês”, encerrou Dietze.

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