Economistas estimam juros de 8,5%

Economistas ouvidos pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) projetam que a taxa básica de juros, a Selic, chegue a 8,5% em julho, com mais dois cortes no patamar atual (9% ao ano).
O resultado é inferior ao apontado na pesquisa semanal feita pelo Banco Central (Focus), o que sugere que o mercado está dividido sobre os rumos da taxa de juros.
Enquete mensal da Febraban divulgada ontem mostra ainda que os economistas preveem um crescimento mais baixo do que o previsto anteriormente, reflexo de uma percepção de que a atividade se recupera, porém num ritmo mais moderado.
A projeção majoritária para o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) é de 3,2%. Na pesquisa anterior, de março, a expectativa era de que o crescimento ficaria em 3,3%. No início do ano, a projeção era de 3,4%.
As projeções de inflação também recuaram. O estimado pela maioria dos ouvidos para o IPCA (que mede a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2012 caiu de 5,3% em março para 5,1% em abril.
“Temos aí um cenário de menos crescimento e de menos inflação”, afirmou o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg.
A Febraban ouviu 31 analistas entre os dias 26 e 30 de abril.

Crédito

Pela pesquisa, economistas ouvidos pela Febraban acreditam que o crédito não repetirá o crescimento forte (acima de 20%) do ano passado. A aposta majoritária é que o crédito vai crescer 16,2% neste ano, pouco abaixo do previsto em março (16,6%).
Houve recuo na previsão de crescimento do crédito em 2011 tanto no direcionado (empréstimos do BNDES e imobiliário), de 17,9% para 17,5%, quanto nos empréstimos livres. Para pessoa física, a expectativa de crescimento do crédito recuou de 15,6% para 15%. Para empresas, de 15,4% para 15%.
Segundo Sardenberg, a taxa de expansão é compatível com um crescimento mais moderado da atividade e no elevado nível de inadimplência.
Para impulsionar o crédito, diz o economista, é preciso que cedam as incertezas em relação ao desempenho da economia europeia. Sobre a inadimplência, Sardenberg afirma que há uma resistência no calote, o que não era esperado. Mas que o desemprego baixo e incremento da renda tendem a fazer baixar os não pagamentos.

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