Economistas aumentam previsão de inflação, mas mantém do PIB

Economistas consultados pelo Banco Central elevaram suas previsões para o IPCA ((Índice de Preços ao Consumidor Amplo, indicador que baliza a meta de inflação) para 2010, de 4,43% para 4,45%, segundo a pesquisa Focus, feita na última semana e divulgada nesta segunda-feira.
As duas projeções estão abaixo do centro da meta estabelecida pelo governo para os dois anos, que é de 4,5%. Para este ano, a previsão é que o IPCA tenha alta de 4,25%, ligeiramente abaixo dos 4,26%, da estimativa da semana passada.
O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deve registrar alta de 0,20% neste ano, ligeiramente abaixo do 0,21% apresentado no relatório anterior. Para 2010, a previsão foi mantida em 5% de crescimento. Na semana passada, a expectativa de crescimento para o próximo ano chegou pela primeira vez a esse patamar.

Mais inflação

Para o IGP-DI os economistas ouvidos pelo BC mantiveram a previsão de queda de 0,84% neste ano. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), a previsão passou de -1,10% para -1,17%. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, entre eles, contas de luz e aluguéis.
A previsão para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica), passou de 3,91% para 3,93%. Para 2010, as previsões para os IGPs ficaram em 4,5% e para o IPC-Fipe foi de 4,4% -as mesmas do relatório anterior.

Outros indicadores

O mercado prevê o dólar em R$ 1,70 para o fim de 2009, e para 2010, a projeção é de R$ 1,75 -nos dois casos foram mantidas as previsões das últimas seis semanas.
A previsão para o superavit da balança comercial foi reduzida para US$ 25 bilhões, contra projeção anterior de US$ 25.2 bilhões. Para as transações correntes a previsão agora é de deficit de US$ 17,52 bilhões, contra US$ 17,25 bilhões anteriormente.
A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 25 bilhões neste ano e em US$ 35 bilhões em 2010, as mesmas do relatório anterior. A projeção para a relação dívida/PIB teve leve revisão para cima, ficando em 44,05% neste ano, contra 44% da previsão anterior. Para 2010 a previsão passou de 42,10% para 42,35%.

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