Economista defende novos empregos

A solução para aumentar a arrecadação da Previdência Social no Brasil passa pela criação de empregos formais e pela reestruturação do sistema, avalia a economista e professora da Universidade Federal de Minas Gerais, Eli Iôla Gurgel.

Hoje o número de contribuintes não chega a 50% das pessoas com alguma ocupação econômica na sociedade. O trabalhador rural, por exemplo, não por culpa dele, mas por falha na arrecadação previdenciária não é taxado, afirmou Gurgel.

Uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada ), divulgada recentemente, prevê que o atual modelo previdenciário, com benefícios de assistência social, entre outros quatro fatores,acarretará no aumento da arrecadação e já é responsável pela liderança do Brasil no ranking mundial de gastos com a previdência.
A professora avaliou que a grande questão é falar da recomposição da arrecadação previdenciária pensando na reestruturação do sistema e expansão do número de contribuintes.

No entanto, ampliar a arrecadação e sair do déficit não é tarefa a curto prazo. De acordo com a economista, desde a década de 80 as taxas do emprego formal diminuíram. Além disso, fraudes, sonegações de impostos e suposições de que o regime estaria falido desmoralizaram o sistema e são responsáveis pela fuga de receitas.

Para os autores do estudo do Ipea, entre as cinco principais causas do déficit está a diferença entre a população idosa e as pessoas na faixa etária entre 15 e 64 anos, o que impossibilitaria, nos próximos anos de suprir a demanda. Para a economista, este é um problema que só deve ser pensando a partir de 2050. Até 2030, mais de 65% da população estará na faixa entre 15 e 64 anos, portanto, em idade ativa, propensa a trabalhar, afirmou. Se essa grande parte encontrar emprego, teremos uma fonte de financiamento segura para a previdência.

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