Economista alerta sobre endividamento

Com tantas facilidades para acesso ao crédito e o menor crescimento da economia brasileira, as famílias manauenses estão no rol das que engrossam, ano a ano, a margem de endividamento do país, sem avaliarem bem o real impacto da aquisição de novos bens no orçamento familiar.
As medidas que podem barrar o alto endividamento das famílias, especialmente motivado pelas compras de fim de ano, será o tema abordado pela assessora técnica da Espi (Escola de Serviço Público Municipal), economista Andreia Santos, que irá ministrar a palestra ‘Orçamento Doméstico e Crédito: Podemos Conciliar?’, hoje, quarta-feira (11), na Bemol do Manauara, às 15h.
A ação faz parte do Programa Bemol de Educação do Consumidor, que conta com a parceria da Espi, órgão da Prefeitura de Manaus. O acesso à palestra é livre. A economista frisa que o objetivo é fazer um alerta, aproveitando a temática das festas de fim de ano, período em que se multiplicam os convites ao crédito fácil e às compras sem planejamento. “Um dos pontos importantes desse debate é a questão da educação financeira, da necessidade de planejar os gastos com antecedência, aliado à avaliação do impacto que uma aquisição causará no orçamento”, diz.
Na palestra, a economista irá abordar, também, assuntos como empréstimos e financiamentos disponibilizados por bancos, instituições financeiras e até os inofensivos crediários de lojas, que permitem parcelamentos a perder de vista, que em muitos casos podem se tornar o motivo das pessoas gastarem mais do que ganham. Ela falará, ainda, do uso consciente do cartão de crédito, que tem sido outro grande vilão do endividamento no Brasil.
Andreia Santos ressalta que a educação financeira está diretamente relacionada ao planejamento e à noção de priorizar o que de fato é necessário. “O que eu costumo incentivar as pessoas a questionarem na hora de avaliar a compra é: ‘Eu preciso? Eu posso pagar, sem prejudicar o orçamento?’. Porque se a resposta for não, a melhor opção é planejar essa compra para outro momento mais oportuno”, ensina. Não que seja uma coisa ruim fazer uma compra parcelada, diz ela, mas até nesse caso o recurso previsto deve estar dentro da realidade financeira da família. O ideal, completa a economista, é dar preferência a pagamentos à vista, justamente para evitar endividamento em longo prazo e obter melhores vantagens ao negociar o produto ou serviço.
Outra dica prática para manter o controle do orçamento é criar um sistema de controle como anotar em uma planilha ou mesmo na agenda o quanto a família destina da renda aos financiamentos mais longos como, por exemplo, automóvel e casa própria. E se o endividamento estiver além do esperado, buscar eliminar os financiamentos de bens menos importantes, livrando-se, por exemplo, dos crediários de lojas de departamento, de bens para o lar, dentre outros. Feito o decréscimo dessas quantias da renda familiar, é preciso avaliar mês a mês a real necessidade de aquisição de novos bens, enquanto não forem sanadas as dívidas de longo prazo.

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