Economia pós Covid-19 – parte 2

Em quase todo o mundo a eclosão do Covid-19 causou a paralisação da economia como um todo, sem precedentes. Podemos destacar  que o mundo já passou por outras crises (pandemias), mas em nenhuma delas se chegou à paralisação das atividades econômicas nesse tamanho em plano global.

Os Governos sempre podem travar as economia, por vontade política e interesses diversos, inclusive, ideológicos, contudo o sistema econômico capitalista não se religa, por leis ou decretos! Ressalte-se que ainda é cedo para saber ou fazer prognóstico sobre o que poderá ocorrer desta vez.

As incertezas são muitas, pois como esse fenômeno nunca dante acontecido, podendo garantir que em alguns países poderão reativar suas economias sem grandes dificuldades, principalmente, aqueles sistemas econômicos bem setorializados, específicos. Sem embargo de outras analises, em alguns países, o sistema econômico sem graves complexidades, no qual determinados setores possuem demanda reprimida, poderão com alguns ajustes, retomar a anterior curva de produção, pois ainda possuem aquela capacidade instalada anterior.

Entreanto, como caracterizam os economistas do Clube de Economia da Amazônia (CEA), notadamente no Setor Secundário, alguns segementos de indústria poderão demandar mais tempo que outros, haja vista, as dependências externas de insumos, partes, peças, conjuntos e subconjuntos, demorarão mais tempo para atingir níveis de produtividade, e volumes de produção anterior, etc.

Aqueles pesquisadores-economistas destacam que basicamente, no mundo capitalista ocidental, o sistema econômico produtivo apresenta elevado grau de dependência de fornecedores chineses, japoneses ou sul-coreanos, sendo que essa prática não se pode romper ou se alterar mais que rapidamente, em curto prazo. Primeiramente, por não existirem outros fornecedores mais próximos ou no próprio país. A existência de fornedores é primordial à retomada  das atividades econômicas setoriais, pois em economia são interligadas, ainda nesse sistema globalizado, as economias estão interconectadas e, com links interdependentes. Um exemplo claro disso é o Projeto Zona Franca de Manaus, com seu Polo Industrial (PIM), além de tudo sua base de sustentação esta na isenção de tributos. Pois, em determinados casos da Indústria, a retomada produtiva poderá ocorrer lentamente, até alcançar outra normalidade futura.

Outra observação dessa crise (Covid-19), segundo o pessoal do CEA, são as mudanças que deverão ocorrer, tanto no modo de produção, quanto no sistema gerencial, a digitalização mais forte, já saindo da Indústria 4.0 para outro patamar, será um requesito necessário a adaptação aos novos tempos, ao cenário de rápidas mudanças (rapidly changing times), ajustando-se mais e com a velocidade adequada. Nesse novo cenário, as atividades econômicas serão aceleradas por inteligência artificial e algoritmos, pois a digitalizção não será uma opção, mas uma ferramenta de adaptação e transformação dos negócios.

Todos sabemos que a crise (Covid-19) irá passar, como tudo na vida, e em economia não é diferente, entretanto, deixa marcas e impactos nas nossas atividades, pessoais, sociais, políticas e econômicas, à medida de nossas ações nesses tempos de travamento econômico e distanciamento social ou quarentena.

Nas questões do retorno das atividades econômicas produtivas, como tratamos anteriormente, essa retomada dependerá das atitudes e ações decisórias dentro das cadeias produtivas e de valor que se encontram essas atividades economicas, parcerias, fornecedores, clientes e colaboradores, cada um com seus próprios problemas, pois todos são colaborativo, complementares e interdependentes, a não ser que a empresa não mais pertença aquelas cadeias, as mudanças ocorrerão rapidamente dentro daquelas. Por outro lado, os economistas do CEA, já frisaram em artigo anterior que nessas crises,em que o mercado por si só levará muito tempo para se adaptar/readequar, deverá se necessário que o Estado atue para alavancar as atividades econômicas em conjunto com o capital privado (pois, lembrem-se que o estado (governo), as empresa e as famílias são todos agentes econômicos do mesmo sistema), primeiramente com o planejamento econômico para a retomada ou reativação da economia, com ações que prepare à retomda do crescimento econômico, crie empregos, gere renda e arrecade tributos, para um futuro mais promissor para todos.

Ações incipientes e pouco acuradas já foram feitas, e podem denominar de tudo (Marshall,credo!), mas ele será o norte do levantamento da economia travada por muito tempo, em que enfraqueceu a todos, inclusive o Estado.

Destaca-se que objetiva esse planejamento seja o reforço nas novas formas de consumo, na utilização produtiva de menor uso dos recursos naturais e ambientais, no uso alternativo de determinados insumos, e, na revisão conceitual de utilidade e necessidade da sociedade, em que se destaque as questões da saúde pública e da solidariedade humana (a pobreza, o desemprego, a informalidade e aposentadoria). Poder-se-ia dar revelância à Ética e a Honestidade, contudo, são valores necessários a ornar a personalidade de todo Homem! NÃO a CORRUPÇÃO!!!

Destaca-se outro fator importantíssimo que deverá focar esse planejamento na valorização econômica e que faz parte da Política Econômica (PE) do Estado (governo) é na Demanda Agregada (DA) ( Demanda Agregada = Gastos de consumo privado + Investimentos público e privado + Gastos do Governo + (Exportações-Importações), na qual o governo provoca o  crescimento por investimentos produtivos e em infraestruturas, principalmente, objetivando, recipuamente, a criação de empregos, aumentando o meio circulante, com crédito  às empresas, com baixa taxa de juros e, ao consumo também.

A DA é instrumento de PE, com adoção de  Política Monetária e Política Fiscal, pois é uma das formas de marcar a intodução forte do governo no sistema econômico. O CEA acredita que o sistema de saúde publica será um dos principais seguimentos a ser transformado com tecnologia digital e a Inteligência artificial, redesenhando um novo sistema para outra normalidade, pós-Covid-19.     

*Nilson Pimentel é Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]

Fonte: Nilson Pimentel

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