Palhaço é uma derivação da palavra palha. É que os primeiros palhaços se vestiam com roupas do mesmo tecido dos colchões de então, um tecido grosso e listrado, e ainda revestiam a parte traseira de suas calças com palha, para ficar mais saliente. Naqueles tempos os colchões também eram recheados com palhas, daí que aqueles homens que levavam alegria e diversão passaram a ser comparados a colchões ambulantes e ser chamados de palhaços.
No Brasil, dois dos palhaços mais famosos são Arrelia e Carequinha, que ficaram conhecidos nacionalmente graças aos programas que tiveram na televisão, na década de 1950, e aos shows apresentados pelo país.
Waldemar Seyssel, o Arrelia, nasceu em 1905 e começou a atuar com apenas seis meses de idade, no circo de seu tio, irmão de sua mãe. Até hoje o bordão “Como vai, como vai, como vai? Eu vou bem, muito bem… bem… bem!”, que Arrelia falava em suas apresentações, é conhecido.
George Savalla Gomes, o Carequinha, nasceu em 1915, no picadeiro, onde a sua mãe, uma trapezista, entrou em trabalho de parto. Com cinco anos de idade Carequinha estreou no circo de sua família. Um LP no qual canta músicas infantis até hoje é lembrado por quem tem mais de 40 anos. Também ficou famosa, em suas apresentações, a encenação de uma queda na qual, logo em seguida, ele voltava a ficar em pé.
Arrelia morreu em 2005 e Carequinha no ano seguinte, sem nunca terem abandonado a profissão de palhaços.
Em Manaus, ser palhaço é assunto sério, mas exatamente para que eles venham a trazer risos e alegria para quem os assiste.

Circo na Praça

O ProArte (Programa de Apoio às Artes), da SEC (Secretaria Estadual de Cultura) visa o incentivo aos projetos e espetáculos circenses com a realização de oficinas e workshops no interior do Estado para formação de novos artistas e grupos além da realização de cursos técnicos para aperfeiçoar os profissionais já atuantes na área.
Nos finais de semana, quase 20 palhaços, integrantes do projeto Circo na Praça, podem ser vistos nas principais praças da cidade fazendo seus shows. Lero Lero, ou melhor, Raimundo Nonato Nascimento, é o autor do projeto que desde o começo recebeu o aval da SEC. “Iniciei minha carreira há 22 anos, em 1991, como animador de festas. Já gravei o CD ‘A Festa’, pelo projeto Valores da Terra, e participo de vários eventos na cidade. Recentemente estive em Brasília com o deputado (e palhaço) Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido pelo nome artístico de Tirica, levando reivindicações da classe”, contou.
Nonato é o presidente da AACA (Associação dos Artistas Circenses do Amazonas). “Quando assumi a Associação, em 2010, só havia dez associados, hoje são 48 de todo o segmento circense. No mesmo ano fiz o projeto Circo na Praça, até hoje patrocinado pela SEC, nas praças do Congresso, largo de São Sebastião e parque Senador Jefferson Peres”, contou.
Para os artistas e grupos participantes da programação artística promovida pela SEC, a boa notícia é o adicional de 20% nos cachês para espetáculos que tiverem ocupação total. Em 2011, foram investidos R$ 106,5 mil em cachês para 174 apresentações e no ano passado foram R$ 133 mil para 213 espetáculos.
“A medida é para incentivar que os próprios artistas criem novas oportunidades para que a população conheça e acompanhe seus trabalhos, valorizando e estimulando os espetáculos circenses no Estado”, acrescentou a diretora-executiva da secretaria, Beth Catanhede.

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