O calor causticante dos últimos dias não deixa dúvidas: chegou o verão manauara. É a hora da verdade para o prefeito Arthur Neto, que tem confessado aos mais próximos certa ansiedade pela possibilidade de realizar obras para finalmente “mudar a cara da cidade”. O vice-prefeito Hissa Abrahão foi encarregado de elaborar o plano de investimentos na infraestrutura, incluindo uma grande operação tapa-buracos e o recapeamento das principais vias da cidade. O principal desafio, entretanto, deverá ser imprimir uma marca na administração. Nenhum político de grande expressão do Amazonas conseguiu sucesso na passagem pelo governo ou pela prefeitura sem eleger uma iniciativa como o carro chefe da gestão. A julgar-se pelo slogan escolhido pelo atual gestor – “sempre a seu lado” –, será preciso ainda escolher a prioridade.

Radical

Enquanto não inicia as obras de verão, Arthur vai dando seu show de marketing pessoal. No último domingo, saltou de paraquedas durante competição de esportes radicais. Admitiu, entretanto, que teve medo quando a porta do avião abriu e não conseguiu sequer abrir os olhos quando o instrutor o empurrou céu abaixo. A aterrissagem não foi das melhores, mas valeu pelo inusitado.

Vai que é tua

Definitivamente o governador Omar Aziz está incentivando o desejo do vice José Melo, de ser candidato à sua sucessão em 2014. No último sábado, ele abriu mão de comparecer ao megaevento Marcha para Jesus e abriu espaço para que o parceiro pudesse se apresentar ao numerosíssimo público evangélico, que caminhou pela cidade e depois se concentrou no Sambódromo. E o veterano político não perdeu a chance de discursar naquele tom típico de político em campanha.

Saída

E para quem duvidava das intenções de Melo, um fato ocorrido na última sexta-feira serve de sinal: a esposa dele, Edilene Gomes, pediu finalmente demissão do gabinete do senador Eduardo Braga. Até então, ela era a principal assessora do político, com quem trabalhava há mais de vinte anos. Foi no governo dele, aliás, que o casal começou a namorar e acabou casando. Agora a ex-secretária fica a vontade para ajudar na organização da pré-campanha do marido. Experiência tem de sobra para isso.

Mas…

Ontem, entretanto, Omar acendeu vela para outro santo. Depois da solenidade em comemoração aos dez anos da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, ele deixou o Studio 5 a bordo do carro dirigido pelo senador Eduardo Braga. Os dois participaram do evento e trocaram gentilezas. Tem muita gente que gostaria de ser uma mosca para estar no veículo ouvindo a conversa dos dois.

Toque de caixa

Entrou na pauta da Câmara Municipal ontem a aprovação das contas dos ex-prefeitos Alfredo Nascimento, Luiz Alberto Carijó e Serafim Corrêa. Foi uma surpresa para a maioria dos vereadores. Como a sessão foi dominada pela votação do projeto que cria o consórcio administrador do Programa Águas para Manaus, a apreciação ficou para hoje. Nos corredores da Casa especulava-se que a aprovação em bloco foi acertada há duas semanas pelo prefeito Arthur Neto com o antecessor Amazonino Mendes. Para que as contas deste último possam ser aprovadas, é preciso aprovar primeiro as do que vieram antes.

Gabarito

Pouco menos de 70 mil candidatos continuam na disputa pelas vagas oferecidas no Tribunal de Justiça. O concurso de domingo registrou a ausência de mais de sete mil inscritos. Ainda assim a concorrência será acirrada. O gabarito sai dia 11. As provas foram consideradas difíceis pela maioria dos concurseiros ouvidos ontem pela coluna.

Greve à vista

Os trabalhadores do transporte especial conseguiram dar um susto nos empresários do Polo Industrial ontem. Parou quase metade da frota de veículos, que conduz os funcionários das empresas. Eles reivindicam reajuste salarial de 10%. Como a negociação chegou a um impasse, eles não descartam uma greve ainda esta semana. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Especial (Sindespecial), Benjamin Andrade, disse que a paralisação foi só um alerta.

Equiparação

Além do reajuste, os trabalhadores exigem a equiparação dos salários da categoria diferenciada (pintor, mecânico, lanterneiro, eletricista e borracheiros) aos salários dos motoristas, que atualmente é de R$ 1,5 mil, e auxílio de cesta básica, de R$ 160. Eles ainda não receberam uma contraproposta oficial dos donos das empresas.

Preocupação

O aumento da taxa de juros em meio ponto percentual, conforme definiu na semana passada o Conselho de Política Monetária do Banco Central, pode prejudicar o polo de duas rodas da Zona Franca, porque vai encarecer o valor dos financiamentos. Hoje, a maior parte da produção é vendida por meio de consórcios e planos de crédito. O analista econômico da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Gilmar Freitas, entende que haverá impacto na mão de obra empregada no setor.

Números

Apenas este ano, o polo de duas rodas já perdeu mais de 1,7 mil postos de trabalho. Estão empregados nas fábricas de motocicletas hoje 17,9 mil trabalhadores. Se o ritmo de produção cair, os turnos serão reduzidos, o que implicará na demissão de mais algumas centenas de operários. O próprio funcionamento de algumas empresas pode ficar ameaçado.

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