25 de fevereiro de 2021

De olho no Dia dos Pais que acontece no segundo domingo de agosto, o comércio eletrônico embarca na carona da data e deve alavancar as vendas em mais uma data festiva para o varejo. O setor que registrou aumento durante a pandemia, 71%, segue uma crescente vertiginosa quando se trata das datas comemorativas, tal resultado, eleva as projeções do setor. Levantamento realizado pela ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) prevê um aumento de 23% nas compras do e-commerce no país na comparação com o mesmo período de 2019 em função da data.

Para ter uma ideia, no ano passado, o e-commerce, faturou em 2019 R$ 2,5 bilhões e cresceu 20% em relação ao ano de 2018, segundo o Ebit Nielsen.

Ainda que haja uma reabertura gradual, muitos ainda preferem fazer as compras de casa para diminuir os riscos de contaminação. De acordo com uma pesquisa realizada pela Social Miner e Opinion Box, 64% das pessoas pretendem continuar comprando tanto online, quanto offline.

Vislumbrando que a data deve injetar R$ 3,5 bilhões no setor, Felipe Dellacqua, VP de vendas e sócio da multinacional de cloud commerce Vtex diz que algumas cidades no Brasil já iniciaram ensaios de liberação e volta do comércio de rua, com algumas limitações, principalmente em relação ao horário de funcionamento. Com isso, a experiência de compra física, está se tornando menos eficiente, e mais demorada, além dos riscos envolvidos. Dito isso, a saída com certeza será o universo digital, que tem surpreendido positivamente em relação a logística. Mesmo com o crescimento acelerado, os prazos de entrega dos principais sites de vendas no Brasil tem reduzido bastante.

Segundo o especialista, as categorias mais procuradas para presentear os pais na data são perfumaria e cosméticos, moda e acessórios e casa e decoração. De acordo com ele, para esse ano, a expectativa de vendas online é alta.

“Com a pandemia, muitos compromissos profissionais e viagens foram adiados, o que tem tornado a convivência em família ainda mais forte. Com o crescimento do e-commerce que já ultrapassa os 50% quando comparado a 2019, a tendência é que o Dia dos Pais esse ano supere o crescimento do ano passado”, explica Felipe Dellacqua.

Dinamismo no mercado

Especialistas no mercado eletrônico entrevistados pelo Jornal do Commercio afirmam que todo esse dinamismo no e-commerce ficou ainda maior com a crise pandêmica. O isolamento social foi o grande aliado do setor.  E quem nunca havia arriscado comprar pela internet passou aderir ao modelo de compras.

“Primeiro é importante salientar que a força do e-commerce está baseada na praticidade comodidade e atualmente até no preço e benefícios dando exemplo da iniciativa cashback.

É claro, com a pandemia da covid-19 a cultura de consumo mudou e o consumidor passou a ter mais experiências positivas com as compras pela internet”, declarou o empresário e profissional de marketing, Gabriel Araújo, acrescentando que em época de data comemorativa o volume de compras sobe de modo geral e a tendência é que o as vendas no e-commerce acompanhe. 

Na percepção da consultora em estratégias digitais Rose Sobrinho, o que era tendência, hoje é uma realidade e deve crescer ainda mais. A cada ano é possível observar o aumento de adeptos às compras online. Vários fatores precisam ser levados em consideração: 

Aumento no número de fornecedores, maior investimento na área, facilitadores como as grandes ferramentas de venda, custo reduzido, maior preparo e por aí vai.

“Antes era muito caro fazer um e-commerce, hoje qualquer pessoa pode ter um. Diversas ferramentas já apresentam a loja pronta. O desemprego aumentou bastante e com isso, as pessoas buscam outras alternativas e têm encontrado esse facilitador.

Fora isso, podemos destacar a popularização dos eletrônicos e da velocidade de internet. O amadurecimento do consumidor, aos poucos as pessoas vão gostando da facilidade e conforto desse tipo de compra. A renovação do público é outro ponto de destaque, as pessoas estão cada vez mais cedo na internet e com isso, cada vez mais cedo se acostumam com o ecossistema”. 

Ela destaca ainda que outro fator é a segurança em diversas esferas, apesar dos golpes ainda muito grandes no Brasil, os sistemas estão mais seguros e as pessoas passaram a confiar mais, outro fator relacionado é a segurança pública, parece distante, mas muita gente prefere comprar produtos na internet a ir em uma loja se expor.

Outro ponto levado em consideração pela a especialista é a melhoria no sistema de entrega, antes era um dos grandes complicadores. “Mas esse ano em especial, acho que a pandemia mudou de vez o comportamento do consumidor e acelerou o processo. Um público que levaria muito mais tempo para se render ao e-commerce foi obrigado a usar por conta do distanciamento social”.

Por fim, ela reitera que as pessoas muitas vezes não confiavam no processo, se viram obrigadas a aderir e perceberam que podem fazer a compra sem grandes complicações. Hoje estão familiarizadas com os aplicativos de pagamento, QR codes e afins, ferramentas que há pouco tempo eram desconhecidas de uma fatia considerável do mercado. “Pra mim é um caminho sem volta”. 

Por dentro

Outros dados da pesquisa da ABComm, aponta que ticket médio esperado para essas compras online é de R$ 373. Estima-se também um total de 8,43 milhões de pedidos no período.

A data, que é uma das mais importantes do calendário do e-commerce, faturou em 2019 R$ 2,5 bilhões e cresceu 20% em relação ao ano de 2018, segundo o Ebit Nielsen.

Ainda que esteja acontecendo uma reabertura do comércio, muitos ainda preferem fazer as compras de casa para diminuir os riscos de contaminação em relação ao novo coronavírus. De acordo com uma pesquisa realizada pela Social Miner e Opinion Box, 64% das pessoas pretendem continuar comprando tanto online, quanto offline.

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