E-commerce deve crescer entre 25% a 30% este ano

Em 2011, o e-commerce no Brasil registrou um crescimento de 26%, de acordo com a camara-e.net (Câmara Brasileira do Comércio Eletrônico). O ano passado superou as expectativas dos empresários do setor e hoje comprar na internet começa a fazer parte da cultura do consumidor brasileiro. A reportagem do Jornal do Commercio conversou exclusivamente com o especialista na área, Marco da Silva Júnior, responsável pelo primeiro caso de e-commerce bem-sucedido no país, que destaca que o crescimento tende a continuar à medida que houver investimentos na infraestrutura de telecomunicação.
Segundo ele, o aumento este ano deve ser entre 25% a 30%, sendo influenciado pelas empresas estrangeiras que estão de olho nas operações de vendas online brasileiras. “Tenho recebido muitas ligações internacionais de pessoas do mundo todo querendo investir em e-commerce no Brasil. Amanhã (ontem) mesmo estarei tomando um café com um aluno da Harward Business School que veio para o país especialmente para estudar as oportunidades por aqui. Acredito que a grande novidade deste ano seja de empresas estrangeiras iniciando suas operações”, informou o especialista, que possui mais de 15 anos de experiência nesse segmento adquirido em empresas como Americanas.com, UOL, Pymarket.com e Fundação Getúlio Vargas.

Confiança do consumidor

Para ele, outro fator que determinará o crescimento no mercado é a confiança do consumidor na hora de realizar as compras. “Devemos confiar mais nas lojas virtuais no que diz respeito a passar cartões de crédito. Quem ainda não fez sua primeira compra deveria começar a pesquisar se é realmente seguro comprar pela internet”, enfatizou Marco, que acredita que esse é um dos maiores entraves no setor.
Entre os benefícios no e-commerce, Marco aponta que o consumidor ganha comodidade e um oceano de opções nas escolhas de consumo, enquanto o empresário se beneficia abrindo um canal de venda adicional. “Que ainda pode se tornar o canal de venda mais rentável, pois alguns modelos de varejo ao migrarem para a internet ganham amplitude nacional, e às vezes, até mesmo global”, comentou.
O especialista conta que devido o consumidor buscar cada vez mais nas mídias sociais indicações, referências e preferências de seus amigos para fazer suas escolhas, uma das tendências no e-commerce para este ano deverão ser as estratégias de engajamento social para compras, como o social commerce (que é a utilização das mídias sociais para incrementar as vendas).

E-commerce e empresários

A guerra tributária, um dos assuntos mais discutidos no ano passado, é um dos principais problemas que as empresas enfrentam no e-commerce, uma vez que o modelo de vendas no sistema eletrônico não foi originalmente previsto pela Constituição Federal.
Marco afirma que o fato do brasileiro ser um consumidor bastante exigente, e por ser o maior utilizador de mídias sociais, faz com que exigência por um pós-venda cada vez melhor cresça. “Isso obriga a empresa a manter sua reputação online a todo custo”, opina.
Ele aconselha que o empresário aposte no pós-vendas como uma forma de fidelizar o cliente, seja através do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) ou delivery, pois é justamente nesse momento que grandes players do mercado encontram dificuldades e acabam encorajando outras empresas a iniciarem suas operações de vendas online.

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