6 de maio de 2021

E-commerce cresceu 41% em 2020. Faturamento chegou a R$ 87,4 bi

O online foi o escape do comércio em 2020, ano marcado pela necessidade de isolamento social por causa da pandemia de coronavírus. Segundo o relatório Webshoppers, da Ebit/Nielsen e do Bexs Banco, o comércio eletrônico avançou 41% no ano passado, atingindo faturamento de R$ 87,4 bilhões, a maior alta em 13 anos.

A título de comparação, em 2018 o crescimento do comércio online havia sido 12% e, em 2019, 16%. “O crescimento foi generalizado, por todas as categorias”, afirmou o head de e-commerce de Ebit/Nielsen, Marcelo Osanai.

Em número de pedidos, a alta foi de 30%, para 194 milhões.

As compras pelo celular dispararam e o dispositivo passou a representar 55,1% do total, o equivalente a R$ 45,9 bilhões. “A navegação pelo celular é muito mais acessível à maioria da população”, lembra Osanai.

Por categoria, um dos crescimentos mais expressivos foi o da categoria de Casa e Decoração, que avançou 71% em número de pedidos e passou a representar 15% do total. Em faturamento, a categoria representa 12%. “Nesta categoria, estão incluídos móveis, decoração e produtos de limpeza, tudo o que é para consumo doméstico”, diz Osanai.

Neste caso, entram itens como álcool 70, fundamental para o combate ao coronavírus, e também desinfetantes.

Alimentos e Bebidas apresentou crescimento de 59% do número de pedidos, mas representa apenas 4% do total.

A categoria Farmácia subiu 19% no mesmo indicador, mas significa 1% do total. “Com a maioria das lojas fechadas, as pessoas procuravam ir pessoalmente fazer suas compras nestas duas categorias”, diz Osanai.

Para o executivo, a menor representatividade de ambas as categorias também está relacionada ao tíquete-médio mais baixo, que nem sempre compensa o valor do frete.

O frete grátis, por sinal, incentivou os consumidores e respondeu por 43% das compras.

O executivo destaca o salto dos Estados do Nordeste na fatia total do varejo online: saltou de 18,5% para 31,7% em 2020. “O Sudeste também cresceu e representa hoje 52% do faturamento, mas o movimento do Nordeste mostra a força do processo de interiorização do e-commerce”, afirma.

Foto/Destaque: Divulgação

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