15 de abril de 2021

E-commerce cresce 25% no início de 2009

Apesar da crise econômica, o comércio eletrônico vem crescendo muito acima da média nacional

Apesar da crise econômica, o comércio eletrônico vem crescendo muito acima da média nacional. Apenas nos dois primeiros meses deste ano, o e-commerce cresceu 25% em relação ao ano passado, segundo dados da consultoria e-bit. Muitos empresários têm visto no mundo virtual uma oportunidade de novos negócios e de expansão de seus empreendimentos reais.
“O comércio eletrônico vem se consolidando como uma opção segura e mais barata para as pequenas empresas”, disse a diretora de marketing da Associação Comercial, Sandra Turchi, que fez a palestra de apresentação do seminário promovido pela Associação Comercial de São Paulo e a Câmara e-net, que tem o patrocínio do Sebrae.
Para Edilson Flausino, consultor da Câmara e-net, a participação das micro e pequenas empresas, que representam 99% dos esta­belecimentos formais do país, ainda são tímidas. “É um mercado em potencial e as micro e pequenas empresas não podem perder essa oportunidade”.
Atualmente há 60 mil lojas fazendo comércio eletrônico no Brasil. Os pequenos negócios respondem por apenas 20% do faturamento do e-commerce, enquanto os 80% restantes estão concentrados nas mãos das 20 maiores empresas.
Segundo Sandra, as vantagens são inúmeras no comércio eletrônico: não são necessários atendentes; funciona 24 horas, não há investimento em gôndolas, não há atendimento no balcão; há menos horários de pico.
Para entrar neste mundo virtual, no entanto, é preciso que o pequeno empresário esteja estabelecido como uma empresa. “Ele precisa abrir uma empresa no mundo real, fazer um plano de negócios, verificar como se comporta a concorrência. Ou seja, para vale a máxima do mundo real: planejamento”, disse Sandra.
Apesar de não ter os custos da abertura de uma loja, o comércio eletrônico exige que o empresário invista principalmente em tecnologia, parceiros logísticos, marketing e formas de pagamento.
Sandra diz que os sites ­atualmente são meros cartões de visita. “Na rede mundial de computadores, a empresa precisa ter presença digital. Isso significa interação com as redes social (Orkut, blogs), com os buscadores e outras alternativas de marketing na internet”.

Áreas rurais

Os serviços de comércio eletrônico atingiram em 2008 apenas 5% dos brasileiros que vivem em regiões rurais, contra 13% dos que vivem em regiões metropolitanas, de acordo com um complemento do Cetic.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).
Os dados, publicados na última segunda-feira, 13, reiteram as dificuldades de inclusão digital daqueles que vivem em áreas rurais, analisadas pela primeira vez na pesquisa TIC Domicílios 2008 e apresentadas no final de março.
No geral, a proporção entre usuários que já buscaram preços on-line e já compraram produtos é praticamente de três para um –enquanto 44% já afirmaram terem comparados preços pela internet, apenas 13% admitiram terem realizado compras em serviços de comércio eletrônico.
O Cetic.br aponta, novamente, para a relação entre inclusão digital e condição sócio-econômica no Brasil: entre pessoas da classe A que moram em cidades, 80% dos respondentes já compraram preços on-line, contra ape­nas 30% dos que moram em áreas rurais.

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