Escolhida como sede dos jogos da Copa do mundo de 2014 na região amazônica, Manaus, a capital do maior estado da federação ainda é uma incógnita no campo de obras necessárias para a estrutura dos jogos. Mas, se por um lado a cidade ainda caminha a passos lentos, em outro Manaus carrega consigo o poder de ter o que oferecer ao turista quando o assunto é história, arquitetura e monumentos. Na capital do Amazonas, inúmeros são os pontos de visitação que poderiam ser melhor observados pelo visitante mas, as opções nem sempre refletem qualidade já que muitos desses “points” turísticos estão comprometidos pela falta de manutenção ou mesmo pelo em torno que afasta qualquer visitante. Um exemplo é a centenária Praça da Matriz, sitiada por um exército de trabalhadores informais que ali resolveram, sob os olhos dos governos, montar um feira. Outro é o Porto Histórico construído pelos ingleses que por pouco não se transformou num arremedo de mercado livre para camelôs.
Mas, entre o que tem e o que pode recuperar, o que Manaus tem a oferecer ao turista?
Para o arquiteto Roberto Moita, um dos mais destacados profissionais de Manaus, a cidade oferece ângulos que dependem da ótica do visitante. “Em se tratando de turismo, depende muito do que o visitante está almejando. Se for um turista mais bem informado, que queira saber mais de Manaus e da Amazônia, o ideal é começar ‘por fora’ da cidade”, sugere. Segundo o profissional, o primeiro passo é entrar em contato com a natureza que cerca a capital. “O passeio pelos rios e a floresta é uma experiência única. O contato com o Rio Negro, os igarapés e igapós é fantástico. Isso é necessário para que se possa sentir a força da floresta”, observa. Para Moita, a experiência é valiosa porque permite entender o contexto das cidades amazônicas. “É possível entender Manaus melhor pelas ‘bordas’”, analisa. “Manaus do Negro é uma, do Tarumã e outra e ainda tem a Manaus do Solimões”, elenca. “Vindo pelo Solimões existem as fábricas do PIM, os portos e o centro. Pelo Negro existe a Manaus mais bem planejada, mais jovem, com uma urbanidade mais respeitosa com a natureza. Já pelo Tarumã encontra-se a Manaus mais rural, com sítios e chácaras, com bairros brejeiros onde a natureza pouco foi tocada”, resume.

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