Duas rodas busca parceria para especializar mão-de-obra local

As indústrias do setor de duas rodas e a UEA (Universidade do Estado do Amazonas) formaram, na última sexta-feira, uma comissão técnica no objetivo de encontrar soluções para a falta de mão-de-obra qualificada nessas empresas, que geram cerca de 30 mil empregos no PIM (Pólo Industrial de Manaus). A comissão é constituída por representantes do segmento de duas rodas e da instituição.
Na reunião com a direção da universidade, o presidente da Abraciclo (Associação Brasileira das Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Paulo Takeuchi, disse que a carência de profissionais especializados em áreas, como mecânica e mecatrônica é um dos principais problemas enfrentados pelo segmento no Amazonas.
“A maior parte da equipe de engenheiros existentes nessas empresas são de outras regiões, brasileiras, principalmente do Sudeste e do Nordeste, porque temos dificuldade de encontrar mão-de-obra especializada no Amazonas”, justificou.
O representante das indústrias comentou ainda que o segmento também tem carência de profissionais qualificados de nível técnico, em áreas como a de soldagem. “Hoje, o mercado conta com poucos técnicos de solda, em razão de muitos terem sido contratados para trabalhar na base de Urucu, em Coari. Em Manaus, apenas a Moto Honda e a Sundow formam profissionais nessa área”, informou Takeuchi.

A reitora da UEA, Marilene Corrêa da Silva Freitas, estipulou um prazo de 60 dias para que a entidade defina uma solução no objetivo de formar mão-de-obra, conforme a necessidade do segmento. As propostas iniciais são a abertura de turmas específicas em cursos, do tipo engenharia e mecatrônica, num prazo de dois anos e o investimento em cursos e laboratórios dentro das próprias indústrias.
“Essas são as primeiras idéias, que poderemos implementar de imediato, mas ainda iremos estudar os meios mais adequados de investir em capacitação no segmento de duas rodas”, disse a reitora.
Nos próximos 60 dias a instituição irá fazer um levantamento de dados junto às fabricantes de duas rodas para identificar as áreas na indústria mais carentes de especialização adequada. “Iremos nos reunir novamente com as empresas para obtermos delas todas as informações necessárias e, a partir daí, oferecermos qualificação profissional”, informou Marilene Corrêa .
A parceria entre UEA e o setor de duas rodas para formação de mão-de-obra foi uma iniciativa do vereador, Massami Miki, do PSL, que levou os representantes do setor até à administração da universidade. “Esse encontro é o primeiro passo para conseguirmos junto com as empresas e a universidade buscar medidas a favor desse setor, que gera 30 mil empregos”, frisou.

Reivindicação necessária

Marilene Corrêa disse que as indústrias do pólo de Manaus têm todo o direito de reivindicar o apoio da instituição, que se mantém com os recursos provenientes dessas empresas.
Até julho deste ano, a universidade recebeu R$ 135 milhões em recursos oriundos das empresas da ZFM (Zona Franca de Manaus), número superior em 35% aos R$ 100 milhões obtidos em igual período de 2006.
A contribuição financeira das fabricantes locais supera o total de gastos necessários para a manutenção da universidade. “As nossas despesas de custeio com ensino, pesquisa, extensão, além de gastos de manutenção somaram R$ 109 milhões; esse dinheiro que sobra aplicamos em projetos sociais direcionados ao desenvolvimento da comunidade”, explicou a reitora.

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