Dos nove candidatos, quatro são “puro-sangue”

A grande quantidade de candidaturas majoritárias nas eleições deste ano em Manaus acabou provocando um fato curioso: a formação de chapas ‘puro-sangue’. Em 2012, das nove candidaturas ao Executivo Municipal quatro não formaram alianças com outras legendas. É o caso dos candidatos Serafim Corrêa e Marcelo Ramos (PSB), Herbert Amazonas e Ivete Egas (PSTU), Luiz Navarro e Marcelo Leitão (PCB) e Jerônimo Maranhão e Rodrigo Frota (PMN).
De acordo com o analista político Afrânio Soares, proprietário da empresa Action Pesquisas, a lógica de se formar coligações é ampliar a militância partidária, formar bancada na Câmara Municipal e garantir maior tempo de TV , levando em consideração ideologia e propostas afins entre as siglas. Afrânio Soares classifica a estratégia de não se coligar como arriscada, principalmente pela minimização do tempo de propaganda na TV e rádio – principal atrativo na barganha por apoio. “O tempo de TV é uma somatória dos tempos de todos partidos que compõem a chapa. Quem está coligado tem um tempo maior”, explica.
Mas com uma campanha na qual há um amplo leque de opções ao cargo majoritário, sobram poucas opções principalmente aos partidos menores, que dispõem de pouco tempo televisivo e destoam, ideologicamente, da maioria dos partidos grandes. Na opinião do empresário, das quatro chapas puro-sangue que se apresentam, apenas uma tem chances reais de lograr êxito nesta campanha. “Com exceção do PSB (de Serafim Corrêa e Marcelo Ramos), que veio realmente para disputar essas eleições, as outras três chapas servem apenas para marcar posições ideológicas”, avaliou Afrânio.
Partido grande e com representatividade na CMM, o PSB aparentemente optou por não formar alianças por dispor de tempo intermediário na propaganda gratuita e também por motivos ideológicos. Tradicionalmente, o Partido Socialista Brasileiro coliga com partidos de esquerda não radicais como PT e PCdoB, legendas que não só trocaram a esquerda pela direita como encabeçam a coligação “Melhor para Manaus” da senadora Vanessa Garzziotin e Vital Melo. Já PCB e PSTU estudavam formar, juntamente com o PSOL, uma chapa única de esquerda, a chamada “Frente de Esquerda Socialista”, ideia que não avançou, principalmente após o anúncio de apoio do PSOL ao PSB. Na convenção que oficializou sua candidatura, Jerônimo Maranhão chegou a justificar a opção de não coligar como “uma decisão de honestidade e transparência com o povo”.

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